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Obesidade: má alimentação é a principal causa da doença

Obesidade: má alimentação é a principal causa da doença
photo Reprodução

A luta contra a balança é uma realidade na vida de muitas pessoas. Considerada a segunda principal causa de morte no mundo, a obesidade já atinge 39% dos adultos e 18% das crianças e adolescentes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Caracterizada pela concentração excessiva de gordura no organismo, a doença se diferencia principalmente pela localização e distribuição desse acúmulo.

A doença crônica não-transmissível é provocada principalmente pelos maus hábitos alimentares, sendo o principal motivo: consumo excessivo de produtos ultraprocessados, como comidas e bebidas altamente modificadas por técnicas industriais. Dentre as outras causas para a obesidade, estão: inatividade física, alterações hormonais, predisposição genética e determinantes sociais, como estresse e tabagismo. 

No Brasil, os dados são alarmantes. A cada cinco brasileiros, um é obeso. De acordo com o Ministério da Saúde, no país, entre 2006 e 2016, a população com o peso acima do ideal passou de 11,8% para 18,9%. Uma alta de 60% em dez anos. A obesidade pode ocasionar outros problemas de saúde - vale citar diabetes, hipertensão, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer. 


Sintomas
O paciente com obesidade não apresenta sinais e sintomas diretos. Na verdade, o indivíduo tem manifestações corporais decorrentes da doença, como cansaço, limitação de movimentos, suor excessivo e dores na coluna e pernas.

Diagnóstico
Os especialistas que podem diagnosticar a doença são o clínico geral, endocrinologista e nutricionista. Durante a consulta, o especialista deve inicialmente calcular o Índice de Massa Corporal (IMC), que divide o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros). O resultado revela se o peso está dentro da faixa ideal, abaixo ou acima do desejado. Nesse caso identifica se o indivíduo está com sobrepeso ou obesidade.

Além disso, o médico irá solicitar exames para verificar as taxas de colesterol, glicemia e níveis hormonais. 


Tratamento
Independentemente do tratamento que o paciente fizer, seja com medicamentos, seja cirurgia bariátrica, o método indicado para todos os obesos é a mudança no estilo de vida, começando pela reeducação alimentar. Ou seja, o indivíduo precisa eliminar da alimentação fast foods, biscoitos recheados, refrigerantes, salgadinhos, macarrões instantâneos, bebidas açucaradas e achocolatados. Além disso, a realização de atividades físicas é essencial. 


Fica a dica!
Durante o tratamento, é fundamental que o paciente tenha um suporte emocional e psicológico. A terapia pode ser de grande auxílio por ajudar o indivíduo a modificar os hábitos poucos saudáveis e também a gerenciar as emoções de forma positiva e benéfica para a autoestima.


Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional

Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional
collaborated Agência Brasil

Presidente defenderá reformas e compromisso com a democracia

 

Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, o presidente Jair Bolsonaro embarca neste domingo, 20, às 22h, para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Ele viajará acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado. Na estreia de Bolsonaro no exterior, o governo pretende vender a empresários e a políticos a imagem de que a economia brasileira está modernizando-se, com abertura comercial, segurança jurídica para os investidores externos e reformas estruturais.

O presidente pode discursar na terça-feira, 22, num painel sobre a crise na Venezuela, e tem até 45 minutos reservados para falar na sessão plenária do fórum às 11h30 de quarta-feira, 23, no horário local, 8h30 em Brasília. Bolsonaro também pode discursar no painel O Futuro do Brasil, marcado para logo após a sessão plenária.

Na noite de terça, o presidente terá um jantar privado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Para quarta-feira, 24, está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial neste ano. Em seguida, a comitiva retorna para Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na manhã de quinta-feira, 25.




Ministros

Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros bilaterais com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno; e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes informará que o Brasil pretende dobrar os investimentos (público e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A abertura comercial defendida por Guedes ocorreria de forma gradual, acompanhada de um programa de desburocratização e de redução de impostos para empresas para não sacrificar a indústria brasileira. A diminuição de tributos seria financiada por privatizações e pelas reformas que conterão ou reduzirão os gastos públicos nos próximos anos.