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Glaucoma: doença afeta nervo óptico e pode causar cegueira

Glaucoma: doença afeta nervo óptico e pode causar cegueira
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Fatores estimulam o aparecimento da enfermidade como uso de corticóides, colírios dilatadores e pressão arterial elevada

 

Segunda maior causa de cegueira no mundo, o glaucoma decorre do aumento da pressão intraocular (PIO), o que provoca uma lesão no nervo óptico. Em algumas situações, o resultado é a perda progressiva e irreversível da visão, pois essa parte do olho que carrega a informação visual até o cérebro.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge de 1 a 2% da população de todo o globo. Enquanto no Brasil, a estimativa é que um milhão de pessoas tenha glaucoma. Apesar de todos os estudos relacionados à enfermidade, as causas do aumento da PIO ainda não são conhecidas dos especialistas.

Os médicos acreditam que alguns fatores estimulam o aparecimento do glaucoma como uso de corticóides, colírios dilatadores, má circulação sanguínea no nervo óptico e pressão arterial elevada.

Na maioria das vezes, o glaucoma é resultado do aumento da PIO do paciente. A parte superior dos olhos produz um líquido – chamado humor aquoso –, o qual preenche toda parte da frente do órgão. A substância sai do olho por meio de canais localizados na córnea e na íris.

Quando essas vias ficam bloqueadas ou parcialmente destruídas, a pressão intraocular cresce. Sendo assim, o nervo óptico pode ser danificado e como tais lesões são progressivas, o campo de visão é afetado gradativamente ocasionando a cegueira.

Tipos de glaucoma

Glaucoma primário de ângulo aberto ou glaucoma crônico: considerado o tipo mais comum da doença. Normalmente não apresenta sintomas e leva anos para causar alguma deficiência na visão do indivíduo, pois o desenvolvimento da lesão no nervo óptico ocorre de modo lento.

Glaucoma de ângulo fechado ou glaucoma agudo: mais grave que o anterior por causar o aumento da PIO, o tipo resulta do bloqueio dos canais ópticos, onde o humor aquoso é liberado. Os pacientes precisam de cuidados emergenciais, pois a perda visual acontece em curto prazo.

Glaucoma congênito: como o nome já fala, a doença genética atinge os bebês após o nascimento ou nos primeiros meses de vida. A enfermidade rara é herdada da mãe durante a gestação.

Glaucoma secundário: tipo causado por traumas, outras doenças oculares, por exemplo, a catarata e, principalmente, pelo uso de medicamentos, como corticóides.

Sintomas

Bem variados, os sinais do glaucoma dependem do tipo da doença. Enquanto alguns casos são assintomáticos, outros apresentam sintomas dolorosos e graves.

Glaucoma de ângulo aberto: assintomático até início da perda de visão.

Glaucoma de ângulo fechado: dor forte e repentina nos olhos; visão embaçada; náuseas e vômitos; olhos avermelhados e com a aparência inchada.

Glaucoma congênito: os sintomas são identificados quando o bebê tem poucos meses. Geralmente, os pequenos apresentam olhos vermelhos, sensibilidade à luz, lacrimação em excesso e o aumento de um olho ou de ambos, além da nebulosidade na parte frontal.

Diagnóstico

Para identificar a doença é necessário analisar o interior do olho detalhadamente, sendo assim o paciente precisa procurar um oftalmologista e fazer exames. Dentre os procedimentos indicados está a tonometria, método que confere a pressão intraocular. Acuidade visual, nervo óptico, gonioscopia, exames de pupila e com lâmpada de fenda também poderão ser feitos a fim de ajudar no diagnóstico do glaucoma e de demais enfermidades.                                                                        

Tratamento

Apesar de não haver cura, o glaucoma tem tratamento, o qual visa reduzir a PIO. Dependendo do tipo da doença – congênito, ângulo aberto ou fechado –, a estabilidade da pressão intraocular pode ser feita por meio de medicamentos ou cirurgia. As substâncias mais recomendadas são os colírios, quando não fazem mais o efeito esperado, entra em atuação o uso do laser e de comprimidos por via oral. Em última instância, os médicos sugerem a cirurgia, por ser invasiva e gerar complicações.

Fica a dica!

O glaucoma tem caráter hereditário, ou seja, familiares de pacientes que possuem a doença têm maior chance de desenvolvê-la, por isso, é recomendado que procurem anualmente um oftalmologista. Outros fatores que podem influenciar o aparecimento da patologia são a faixa etária acima de 60 anos, bem como diabetes, problemas cardíacos, hipertensão e hipertireoidismo.


Morre, aos 113 anos, o homem mais velho do mundo

Morre, aos 113 anos, o homem mais velho do mundo
collaborated Gustavo Azevedo
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O centenário faleceu de causas naturais enquanto dormia

 

Morreu neste domingo, 20, o homem o mais velho do mundo, segundo o livro Guinness dos Recordes. A informação foi confirmada pela imprensa japonesa. Masazo Nonaka tinha 113 anos e faleceu enquanto dormia em sua casa, no norte do Japão, de causas naturais.

Nonaka nasceu em 25 de julho de 1905. A mulher e três dos filhos do centenário já haviam morrido.

O Guinness reconheceu Nonaka como o homem mais velho do globo no ano passado, após a morte do espanhol Francisco Núñez Olivera.