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Excesso de exposição ao sol e ao calor intenso provoca insolação

Excesso de exposição ao sol e ao calor intenso provoca insolação
photo Reprodução

Após muito tempo exposto ao sol, organismo perde água, sais e nutrientes importantes para o equilíbrio corporal

 

É comum, durante o verão, colocar o bronze em dia e se refrescar com um bom banho de mar. Mas, cuidado, essas situações podem ter como resultado a insolação. A condição é provocada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso. E ocorre quando a temperatura corporal ultrapassa os 40°C, o que provoca falha no mecanismo de transpiração. Sendo assim, o organismo não consegue resfriar para voltar a temperatura normal.  

Além de atingir o indivíduo que aproveita um dia praia ou piscina, a insolação afeta quem trabalha em locais com alta temperatura ou se exercita de forma exagerada a ponto de causar esgotamento físico. Nessas ocasiões, o organismo perde água, sais e nutrientes importantes para o equilíbrio corporal. 

Crianças, idosos, pessoas com imunidade baixa e com doenças crônicas – câncer, diabetes, ou  hipertensão – têm mais facilidade de obter a enfermidade. Por provocar danos ao cérebro, coração, rins e músculos, o quadro de insolação é considerado grave. Por isso, quando alguém apresentar a condição, em especial as pessoas pertencentes aos grupos de risco, procure um médico imediatamente.

Sintomas

Os sinais de insolação aparecem aos poucos. Quando uma pessoa se encontra exposta ao sol, os indicativos de que ela está com a condição ou próximo a tê-la são: pele quente, seca e avermelhada; dor de cabeça forte; tontura; calor e suor excessivo; sensação de febre; vômitos e diarreia. 

Apesar de serem mais frequentes na praia ou na piscina, os sinais podem surgir durante uma caminhada ou corrida pela rua, especialmente na temporada veranil e em regiões quentes. Além dos sintomas citados anteriormente, os mais graves são queimaduras de 2º ou 3º causadas pelo sol, desidratação, falhas no mecanismo da transpiração, convulsões, danos cerebrais e aos rins.

Diagnóstico

A identificação de que o paciente está ou não com insolação é feita por um médico. É ele quem avalia os sintomas manifestados. Para averiguar o grau da condição e se houve comprometimento de algum órgão, o profissional de saúde solicita análises detalhadas. Nesses casos, os exames mais requisitados são hemograma, função muscular e de imagem.  

Prevenção

Para prevenir a insolação existem alguns cuidados e dicas fundamentais. Por exemplo:

  • Passar protetor solar pelo menos 15 minutos antes de se expor ao sol
  • Beber muito líquido ao longo do dia, principalmente em períodos muito quentes
  • Evitar sair ao sol nas horas de maior calor, das 12h às 16h
  • Usar chapéus ou bonés para proteger a cabeça e roupas largas e frescas para evitar queimaduras solares

Tratamento

A terapêutica consiste em hidratar o organismo e reduzir a temperatura corporal. Para isso, os médicos oferecem água e buscam manter o paciente em lugar fresco, ventilado e com sombra, o que ajuda na recuperação. Nos casos mais graves, a hidratação intravenosa é necessária. Compressas de água fria e panos molhados ajudam a baixar a temperatura corporal - ações válidas.

Fica a dica!

Se presenciar algum caso de insolação, as medidas abaixo devem ser seguidas. São os primeiros socorros até a chegada de um médico. O objetivo é baixar a temperatura corporal, lenta e gradativamente. Confira:

1. Levar o indivíduo para um local fresco, ventilado e com sombra;

2. Remover ao máximo as peças de roupa;

3. Manter a pessoa em repouso e com a cabeça elevada;

4. Oferecer água fria ou gelada ou qualquer líquido não-alcoólico;

5. Se possível, borrifar água fria em todo o corpo da pessoa, delicadamente;

6. Fazer compressas de água fria na testa, pescoço, axilas e virilhas;

Em situações graves, procure atendimento médico de emergência. O melhor é levar a pessoa imediatamente ao hospital ou solicitar apoio de urgência, como a Samu.





Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional

Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional
collaborated Agência Brasil

Presidente defenderá reformas e compromisso com a democracia

 

Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, o presidente Jair Bolsonaro embarca neste domingo, 20, às 22h, para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Ele viajará acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado. Na estreia de Bolsonaro no exterior, o governo pretende vender a empresários e a políticos a imagem de que a economia brasileira está modernizando-se, com abertura comercial, segurança jurídica para os investidores externos e reformas estruturais.

O presidente pode discursar na terça-feira, 22, num painel sobre a crise na Venezuela, e tem até 45 minutos reservados para falar na sessão plenária do fórum às 11h30 de quarta-feira, 23, no horário local, 8h30 em Brasília. Bolsonaro também pode discursar no painel O Futuro do Brasil, marcado para logo após a sessão plenária.

Na noite de terça, o presidente terá um jantar privado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Para quarta-feira, 24, está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial neste ano. Em seguida, a comitiva retorna para Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na manhã de quinta-feira, 25.




Ministros

Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros bilaterais com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno; e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes informará que o Brasil pretende dobrar os investimentos (público e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A abertura comercial defendida por Guedes ocorreria de forma gradual, acompanhada de um programa de desburocratização e de redução de impostos para empresas para não sacrificar a indústria brasileira. A diminuição de tributos seria financiada por privatizações e pelas reformas que conterão ou reduzirão os gastos públicos nos próximos anos.