GPS Lifetime GPS Lifetime

Câncer de pele: doença é causada pela intensa exposição ao sol

Câncer de pele: doença é causada pela intensa exposição ao sol
photo Reprodução

A enfermidade pode aparecer na forma de mancha ou de pinta de cor escura

 

O último mês do ano é marcado pelas férias, festas de fim de ano e chegada do verão. Com a volta da temporada de sol e tempo livre, as pessoas tendem a procurar piscinas e praias para se refrescar do calor. No entanto, tal forma de recreação preocupa os médicos, principalmente os dermatologistas. E, por isso, o período foi escolhido para sediar a campanha nacional de conscientização a respeito da prevenção e do diagnóstico do câncer de pele. Melhor dizendo, o Dezembro Laranja

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tipo não melanoma é o mais frequente do Brasil, o que representa 30% dos tumores malignos identificados. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), para o biênio 2018-2019 é estimado mais de 160 mil novos casos. Já o tipo melanoma corresponde a apenas 3% dos registros da doença no país. Apesar de mais raros, são considerados os mais agressivos, devido à alta possibilidade de metástase.

Em todos os tipos de câncer de pele, a principal causa sempre é a exposição excessiva ao sol. As pessoas muito claras, loiras ou ruivas, de olhos claros, são mais propensas a ter a doença. Também aquelas que tiveram intensa exposição acumulada à radiação solar, com atividades de trabalho ou de lazer. Por isso, indivíduos com mais de 50 anos apresentam maiores riscos de serem acometidos pela patologia. 

Com baixo índice de mortalidade, a categoria não melanoma apresenta grandes chances de cura quando diagnosticado precocemente. No entanto, é preciso esclarecer algumas mentiras em torno da enfermidade para que possa ser prevenida e tratada de modo correto.

Sintomas

Sendo o maior órgão do corpo humano, a pele é também o mais acometido pelo câncer. A enfermidade pode aparecer nas formas de mancha ou de pinta de cor castanha escura, nódulo avermelhado ou como uma ferida nova que demora na cicatrização. 

Ambas as lesões alteram de tamanho ou textura e, algumas vezes, se espalham pelo corpo, em regiões próximas.  Ao notar algum desses sinais, a recomendação geral: procure um dermatologista o quanto antes. 

Prevenção

Independente de o dia estar ensolarado ou nublado é necessário usar protetor solar com fator 30 – no mínimo. Durante o momento de exposição ao sol, a composição precisa ser reaplicada a cada duas horas ou depois de longos períodos na água.

Os dermatologistas recomendam a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar entre 10 e 16 horas, utilizar chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo. Além de sempre que possível procurar locais de sombra e manter a hidratação corporal. 

Diagnóstico

O dermatologista é responsável por diagnosticar e acompanhar o tratamento do paciente, caso o câncer de pele seja identificado. Ao notar sinais ou suspeitar que o indivíduo tenha a enfermidade, o médico recorre aos procedimentos físicos. Na ocasião, ele observa a cor, textura, forma e tamanho das lesões, além da presença de sangramentos ou descamações. 

Nas situações em que precisa de uma avaliação detalhada, ou seja, uma comprovação, o especialista pode solicitar análises mais profundas a fim de ter um quadro completo sobre o estágio do câncer. Dermatoscopia, biópsia e microscopia confocal estão entre os exames pedidos. 

Tratamento

Dependendo do estágio, o câncer de pele tem cura e os índices são altos. Nas fases iniciais – mesmo nos casos agressivos, a chance chega a ser de 90%. No começo, a doença fica restrita às camadas superficiais da derme, o que facilita a remoção cirúrgica das áreas afetadas.

No entanto, com o passar do tempo, a enfermidade se agrava e aumenta os riscos de metástase, a qual caracteriza pela disseminação da doença para outros órgãos.  O que ocorre com maior rapidez no tipo melanoma. Nessas situações, há maior dificuldade em obter a cura, sendo necessários tratamentos medicamentosos prolongados e complementares à cirurgia.

Fica a dica!

É preciso usar a proteção solar mesmo em dias nublados. Como praxe, procurar com regularidade um dermatologista, especialmente se fizer parte dos grupos de risco – idade, sexo, tabagismo, histórico genético e baixa imunidade e de produção de melanina. Vale ressaltar que o câncer de pele acomete três vezes mais o público masculino do que o feminino. O motivo? As mulheres cuidam melhor da cútis e utilizam protetor com mais frequência.





Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional

Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional
collaborated Agência Brasil

Presidente defenderá reformas e compromisso com a democracia

 

Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, o presidente Jair Bolsonaro embarca neste domingo, 20, às 22h, para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Ele viajará acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado. Na estreia de Bolsonaro no exterior, o governo pretende vender a empresários e a políticos a imagem de que a economia brasileira está modernizando-se, com abertura comercial, segurança jurídica para os investidores externos e reformas estruturais.

O presidente pode discursar na terça-feira, 22, num painel sobre a crise na Venezuela, e tem até 45 minutos reservados para falar na sessão plenária do fórum às 11h30 de quarta-feira, 23, no horário local, 8h30 em Brasília. Bolsonaro também pode discursar no painel O Futuro do Brasil, marcado para logo após a sessão plenária.

Na noite de terça, o presidente terá um jantar privado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Para quarta-feira, 24, está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial neste ano. Em seguida, a comitiva retorna para Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na manhã de quinta-feira, 25.




Ministros

Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros bilaterais com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno; e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes informará que o Brasil pretende dobrar os investimentos (público e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A abertura comercial defendida por Guedes ocorreria de forma gradual, acompanhada de um programa de desburocratização e de redução de impostos para empresas para não sacrificar a indústria brasileira. A diminuição de tributos seria financiada por privatizações e pelas reformas que conterão ou reduzirão os gastos públicos nos próximos anos.