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Profissional explica como tratar mau comportamento do seu cão

Profissional explica como tratar mau comportamento do seu cão
collaborated Larissa Duarte
photo Reprodução

Ansiedade, agressão e maus hábitos: identifique problemas comportamentais no seu cão
 

Estresse, ansiedade, depressão, maus hábitos... Assim como os humanos, os cães também apresentam expressões corporais que dizem muito sobre a sua saúde mental. Fazer xixi pela casa, morder os móveis, pular nas visitas, se exaltar durante os passeios, subir no sofá ou cavar buracos nem sempre são “gracinhas” dos nossos pets. Há 28 anos trabalhando no mercado canino, o adestrador e fundador da FuncionalDog Coaching, Vilmar de Oliveira, contou ao GPS|Pet como um tutor pode identificar a fragilidade da saúde mental dos seus cães e como tratá-las de maneira saudável.

Segundo o profissional, alguns comportamentos que podem ser considerados sinais de estresse são demonstrações de desconforto: espreguiçar ou bocejar em situações impróprias – como ambientes animados ou brincadeiras –, piscar de olhos constante e lambedura. Quando os tutores não se atentam ao comportamento do pet e não buscam tratamentos, Vilmar conta que, na maioria das vezes, as consequências são negativas. “Quando o dono não sabe como lidar com a agressividade e não compreende o comportamento do cão, a situação resulta em casos de abandono, eutanásia ou em uma ‘eterna’ relação de conflito dentro de casa, o que não é saudável a nenhuma das partes”, conta o adestrador.



Como opção de tratamento, Vilmar sugere a técnica revolucionária de adestramento conhecida como reforço positivo. “O método se baseia em reforçar os comportamentos desejados, ignorar os indesejáveis e associar o ‘toque’ à coisas boas”, afirma o profissional. Nesse método, qualquer tipo de agressão é reprimido - nada de choques, enforcamentos ou golpes.

O “clicker” é o grande segredo da técnica de  adestramento. O aparelho nada mais é do que um dispositivo sonoro no formato de uma caixinha que, quando pressionada, depois de alguns treinos, faz com que os cães aprendam a reagir ao som reproduzido como um “marcador de comportamento”.

É errôneo o pensamento de que um baita castigo seria a solução para implantar um bom comportamento no cão. Foi provado que os cachorros têm memória muito curta e é provável que não associem às atividades com a punição. Apesar de serem considerados um dos animais mais inteligentes, um castigo que causa dor ou medo pode ser compreendido como agressão, e não como punição ao que fez de errado. “O objetivo da técnica é evitar que os bichinhos de estimação sejam esquecidos e deixados de lado por algo que, na maioria dos casos, têm solução”, finaliza Vilmar.


Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional

Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional
collaborated Agência Brasil

Presidente defenderá reformas e compromisso com a democracia

 

Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, o presidente Jair Bolsonaro embarca neste domingo, 20, às 22h, para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Ele viajará acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado. Na estreia de Bolsonaro no exterior, o governo pretende vender a empresários e a políticos a imagem de que a economia brasileira está modernizando-se, com abertura comercial, segurança jurídica para os investidores externos e reformas estruturais.

O presidente pode discursar na terça-feira, 22, num painel sobre a crise na Venezuela, e tem até 45 minutos reservados para falar na sessão plenária do fórum às 11h30 de quarta-feira, 23, no horário local, 8h30 em Brasília. Bolsonaro também pode discursar no painel O Futuro do Brasil, marcado para logo após a sessão plenária.

Na noite de terça, o presidente terá um jantar privado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Para quarta-feira, 24, está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial neste ano. Em seguida, a comitiva retorna para Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na manhã de quinta-feira, 25.




Ministros

Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros bilaterais com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno; e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes informará que o Brasil pretende dobrar os investimentos (público e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A abertura comercial defendida por Guedes ocorreria de forma gradual, acompanhada de um programa de desburocratização e de redução de impostos para empresas para não sacrificar a indústria brasileira. A diminuição de tributos seria financiada por privatizações e pelas reformas que conterão ou reduzirão os gastos públicos nos próximos anos.