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'Representar uma marca de amor': conheça CEO da Tiffany no Brasil

'Representar uma marca de amor': conheça CEO da Tiffany no Brasil
collaborated Sabrina Pessoa
photo Rayan Ribeiro

GPS|Lifetime conversou com Luciana MarsicanoCEO da alta joalheria Tiffany & Co. Brasil, sobre sua trajetória, os desafios enfrentados no mercado e planos futuros

 

Ao primeiro encontro, Luciana Marsicano encanta pela simpatia. Com estilo refinado, ela não tira o sorriso do rosto ao contar a sua história enquanto deixa a essência da label luxuosa transluzir em sua fala. Empatia à primeira vista. A CEO está bem resolvida com a sua rotina, consegue equilibrar o empenho no trabalho e a dedicação que tem dentro de casa com o marido e o filho.

Todas essas características já seriam o bastante para ela se tornar a poderosa figura feminina por trás da Tiffany. Entretanto, os fatos só revelam a joia que Luciana se tornou aos 46 anos. Sua habilidade? Assumir as rédeas da grife de joias mais famosa do mundo, que continua em expansão no Brasil - ao contrário de grandes marcas que estão diminuindo as unidades.

O GPS|Lifetime conversou com a diretora-executiva da marca e, a seguir, traz os highlights da entrevista. Aos detalhes!


Caminhada

A minha história talvez seja um pouco peculiar. Eu venho de uma família de mulheres que foram educadas para serem autônomas, independentes e terem uma carreira. Então, pra mim, era muito óbvio que eu iria fazer uma faculdade e ter uma carreira. Os meus pais sempre foram pessoas que também tiveram atividade internacional, os dois são médicos.

Morei um ano e meio em New York. Fui estudar compras em merchandising, queria trabalhar com moda, mas, quando eu voltei para o Brasil, eu não consegui, não existia uma multinacional ou uma marca grande, pois a maioria dos negócios eram familiares e eu acabei sendo contratada para trabalhar na Ambev.

Por conta da minha experiência internacional, recebi várias propostas que exploravam esse lado. Trabalhei na Parmalat na época dos mamíferos, depois na Pepsico e eu fiz uma história. Com 17 anos de trabalho em consumo, fui crescendo: gerente de produto, gerente de grupo, gerente de marketing, gerente de trade marketing até alcançar a posição de diretora.


Obstáculos

Quando comecei a trabalhar, o universo era muito masculino. As mulheres eram limitadas a uma posição de secretária. Fui abrindo portas nesse universo com todas as dificuldades que você pode imaginar.

A mulher que começou a carreira lá atrás tinha que se brutalizar muito, se masculinizar. Utilizar terno, estar sempre de preto. Toda fechada, vedada.

Acho que a gente teve que falar grosso, ficar mal educada para ser ouvida.


House of Design

Eu ganhei um presente quando eu vim para a Tiffany, onde eu pude resgatar a totalidade do meu feminino. Eu pude voltar a vestir saia e voltar a exercitar de novo meu lado feminino.

Então, quando eu falo com uma profissional: olha o meu produto, é um produto de amor, que privilégio poder representar uma marca de amor.

A Tiffany me trouxe ao meu melhor. Eu não preciso criar um personagem, não preciso me brutalizar, não preciso não ser eu. Porque esse é um espaço de emoção.


Família

É impossível ser a melhor executiva, a melhor mãe e a melhor esposa do mundo. Terei que fazer o meu melhor e eu acho que está tudo bem resolvido comigo. O tanto que eu aplico no meu trabalho é a dedicação que eu tenho dentro da minha casa.

Eu tenho vários rituais, então assim, na minha casa não tem televisão à noite, as pessoas ficam espantadas. Chego em casa tarde, cozinhamos juntos, cantamos, discutimos política e vemos a lição de casa do meu filho, Felipe. Vamos dormir lá pra meia noite, mas é uma qualidade de tempo aplicada.

Eu poderia ir a um evento por noite, mas eu vou em um por semana. Eu sou muito criteriosa na escolha do evento, se não eu não tenho vida nenhuma familiar.

Então, tudo é esse equilíbrio, é esse balanço que eu procuro diariamente.
 

Próximos passos

Para, mim seria uma experiência global. Eu morei e estudei fora, mas eu nunca trabalhei. Acho que seria muito rico, para mim, levar a minha bagagem - uma executiva brasileira - para uma outra cultura, levar o nosso jeitinho caloroso, o nosso jogo de cintura para tratar um problema. Como executiva, eu acho que tenho várias ferramentas que teriam valor gigante em outros países. Eu estou aberta e acho que me complementaria viver uma outra cultura, entender como me adaptar a ela, ensinar a minha aos outros e mostrar o meu jeito de trabalhar para um outro grupo.  

 


Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980

Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980
collaborated Redação
photo Cortesia

Em primeira mão, o GPS|Lifetime revela alguns cliques do badalado calendário. O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel, e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do portal, Paula Santana

 

Neon trend! A clínica MetaFísicos apresenta hoje, 15, a edição 2019 do seu badalado calendário. Com exclusividade, o GPS|Lifetime mostra alguns cliques da produção. Ao todo, 23 pacientes do nutricionista Clayton Camargo posaram de acordo com o tema 'Neon'.

A temática revive a estética dos anos 1980, resgatando o ritmo frenético da ginástica de academia, com muita acrobacia, comum àquela época. Entre os musos e as musas desta edição estão o arquiteto Clay Rodrigues e o manager Bruno Mello

Para realizar o projeto, 37 participaram de todo o processo. Além dos modelos, 14 profissionais de backstage, como produtor, fotógrafo, cinegrafista, apoio logístico, pessoal de cabelo e maquiagem estiveram envolvidos. 

O time de estrelas de cada edição é escolhido dentre aqueles pacientes que superaram o desafio de emagrecer ao adotarem um estilo de vida saudável, com alimentação e exercícios físicos. Com o anuário, o nutricionista espera que os modelos se tornem fonte de inspiração para quem busca qualidade de vida.

O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do GPS|Lifetime, Paula Santana.

 

 




Leia também: MetaFísicos no ar: Clayton Camargos e Sérgio Morum falam sobre famoso "bumbum na nuca"

Uma febre nacional, o famoso "bumbum na nuca" é tema do segundo episódio de Metafísicos no ar, série desenvolvida por Clayton Camargos e o cirurgião plástico Sérgio Morum, sócios da clínica Metafísicos, em parceria com o videomaker Pedro Lino. O programa trata de saúde, exercícios e bem-estar e, esta semana, se debruça sobre a paixão das brasileiras (e, por quê não, os brasileiros).