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Irreverência, bom humor e (muito) conteúdo: conheça Caio Braz

Irreverência, bom humor e (muito) conteúdo: conheça Caio Braz

Jornalista e apresentador conversou com GPS|Lifetime sobre jornalismo digital, mercado de influenciadores, presença digital dos millennials e responsabilidade social

 

Empatia à primeira vista. Ao primeiro encontro, Caio Braz encanta pelo carisma. O sotaque recifense, o jeito efusivo de se comunicar, o bom humor e, claro, o apurado senso estético. Todas essas características seriam o bastante para ele se tornar um relevante influenciador.

No entanto, esses "detalhes" tornam-se apenas acessórios perto do maior trunfo do jornalista e apresentador do canal GNT. Seu dom? Propagar bom conteúdo.

Analisando a última cartela de cores da São Paulo Fashion Week, batendo papo com amigos em uma live no Instagram sobre comunicação digital ou à frente do programa Marmitas e Merendas, Caio respira tendência. É trend hunter por essência, mesmo sem o denominar como tal.

Recentemente, o creator acompanhado por 150 mil pessoas no Instagram esteve na capital para um talk no Brasília Shopping. Foi um dos convidados do Vogue Fashion's Night Out, evento que agrega desfiles, palestras, música e uma festa. O GPS|Lifetime conversou com Braz e, a seguir, traz os highlights da entrevista. Aos detalhes!  

Fechamento de revistas

Há duas coisas. A primeira é a má gestão da Abril, que é uma realidade do mercado. Eles demitiram grande parte da equipe e depois pediram concordata, o que é muito grave. Há muita gente desassistida. Uma empresa que faz isso possivelmente não está administrando bem os seus recursos, não está conseguindo respirar.

À parte disso, por exemplo, marcas como a Vogue tem encontrando maneiras de transformar a revista em uma plataforma. A revista, apenas, não é só um impresso, é uma plataforma de negócios com um potencial muito maior. Se a marca não exporta essa potência por meio de todas as possibilidades que podem ser feitas, que passam muito pelo mundo virtual, no qual as pessoas estão buscando a reformulação primordial, ela ainda terá muitas edições.

A revista virou quase uma obra de arte, um livro de cabeceira. Sozinha, como veículo de comunicação, acho difícil. As revistas estão tendo dificuldades em priorizar, de verdade, o ambiente digital. Obviamente, há os influenciadores que estão dividindo as verbas de publicidade com esses veículos, e rola menos grana. Sabemos que o bom jornalismo custa caro. Investigar e fazer coisas realmente incríveis custam caro.

Ao mesmo tempo, vemos marcas de moda e tantos nomes conseguindo se reinventar de forma moderna, usando as multiplataformas.

 

Mercado de influenciadores digitais  

É um mercado supermaduro no Brasil, sobretudo. É um país que endeusa os influenciadores. Não sei se me considero essa figura, tenha apenas 150 mil seguidores, obviamente há pessoas com um alcance maior. Ao mesmo tempo, acredito que existe algo chamado relevância, fundamental nessa cultura de personas digitais. Tento aprofundar meus assuntos para continuar relevante nesse mercado. Nunca vou ser o cara com 3 milhões de seguidores, não são essas as alianças que eu faço, e estou bem…

Na verdade, "influencer" virou a profissão dos sonhos porque as pessoas acham que ninguém trabalha, só posta mimo. Quero ver você ter uma casa, chegar de viagem e se deparar com 60 presentes para abrir. E essa é a sua obrigação, seu trabalho. Mas, peraí: o que está acontecendo? Não veja essa como uma obrigação de fato. Meu trabalho é criar conteúdo, e ter destaque pela natureza do conteúdo que crio.

Tem audiência para todo mundo. Há quem queira ver você caindo no chão e quebrando a bacia, e quem quer debater a contemporaneidade do uso das redes sociais e do excesso.

Era da superficialidade?

Há estudos que falam que a geração Z tem lidado com as redes sociais de uma forma muito diferente que a geração que tem 30 anos. Eles não usam nome próprio, como no mIRC, em uma tentativa de blindar a identidade. Existe uma fluidez em todos os sentidos: você pode entrar e sair da rede social sem dificuldade, matando o seu perfil online. Também lidam com sexualidade de uma maneira muito mais fluida, você pode mudar de maneira mais fácil, prestam menos contas.

Eles aprenderam isso melhor do que nós que viemos do analógico. É um grande avanço. Não sei se nós conseguimos, porque estamos acostumados a operar de uma nova maneira, tem que haver uma grande ruptura. Imagina não ter pego em um livro, já ter nascido com um tablet? Muda a mecânica do comportamento humano…

Vamos precisar de novas práticas com as redes sociais. E estamos tentando construí-las. Como vamos dialogar? É um desafio interessante. Me anima mais do que me oprime. Iremos melhorar, porque não há como piorar, só se enfiarem um celular dentro de mim (risos).

 

Politicamente responsável

É uma resposta ao politicamente correto, algo que tem incomodada muito as pessoas. Estamos fazendo comunicação o tempo inteiro, e esse mito do politicamente correto coloca as marcas em um lugar de muito medo. Medo de desagradar, medo de ser polêmico. Existe uma situação de controle de pensamento. No entanto, não é sobre correção, mas sobre responsabilidade. Não podemos fazer uma campanha com "gemidão do zap". É feio, as pessoas vão falar.

Mesmo sabendo que existe esse controle, ainda erram tanto! As pessoas estão perdendo a noção do que é humano, do que é socialmente aceitável, do que é degradante para o outro. Não existe uma constituição do que é o correto. Imagine em um ambiente como a internet, que é aberto? As marcas, comandadas por pessoas, reagem com erros e discordâncias. É preciso ser responsável. Eu morro de medo de falar demais, mas sei que posso arcar com as consequências. É esse tipo de responsabilidade que eu me exijo e exijo dos outros.



Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980

Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980
collaborated Redação
photo Cortesia

Em primeira mão, o GPS|Lifetime revela alguns cliques do badalado calendário. O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel, e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do portal, Paula Santana

 

Neon trend! A clínica MetaFísicos apresenta hoje, 15, a edição 2019 do seu badalado calendário. Com exclusividade, o GPS|Lifetime mostra alguns cliques da produção. Ao todo, 23 pacientes do nutricionista Clayton Camargo posaram de acordo com o tema 'Neon'.

A temática revive a estética dos anos 1980, resgatando o ritmo frenético da ginástica de academia, com muita acrobacia, comum àquela época. Entre os musos e as musas desta edição estão o arquiteto Clay Rodrigues e o manager Bruno Mello

Para realizar o projeto, 37 participaram de todo o processo. Além dos modelos, 14 profissionais de backstage, como produtor, fotógrafo, cinegrafista, apoio logístico, pessoal de cabelo e maquiagem estiveram envolvidos. 

O time de estrelas de cada edição é escolhido dentre aqueles pacientes que superaram o desafio de emagrecer ao adotarem um estilo de vida saudável, com alimentação e exercícios físicos. Com o anuário, o nutricionista espera que os modelos se tornem fonte de inspiração para quem busca qualidade de vida.

O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do GPS|Lifetime, Paula Santana.

 

 




Leia também: MetaFísicos no ar: Clayton Camargos e Sérgio Morum falam sobre famoso "bumbum na nuca"

Uma febre nacional, o famoso "bumbum na nuca" é tema do segundo episódio de Metafísicos no ar, série desenvolvida por Clayton Camargos e o cirurgião plástico Sérgio Morum, sócios da clínica Metafísicos, em parceria com o videomaker Pedro Lino. O programa trata de saúde, exercícios e bem-estar e, esta semana, se debruça sobre a paixão das brasileiras (e, por quê não, os brasileiros).