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GPS|Lifetime conversa com o designer brasileiro Jader Almeida

GPS|Lifetime conversa com o designer brasileiro Jader Almeida
collaborated Roberta Pinheiro
photo Bruno Cavalcanti

Com mais de 30 premiações nacionais e internacionais no currículo, o designer brasileiro Jader Almeida evidencia seu caráter atemporal e sua estética elegante e busca manter-se sempre curioso

O designer Jader Almeida trabalha com uma metáfora. Para ele, cada coleção ou nova criação funciona como uma palavra que, reunida com as anteriores, formam histórias. Narrativas elegantes, harmônicas, coerentes e belas. Um dos principais nomes do design brasileiro na atualidade, Jader conquistou o mundo - literalmente - com sua construção poética em forma de móveis.

Não estranhe se encontrar na vitrine da Hermès, em Paris, ou da Gucci, na Itália, um mobiliário assinado pelo gaúcho. Com um pouco mais de dez anos de carreira, ele quebra paradigmas do mercado a cada projeto e deixa, com invejável frequência, sua marca registrada: uma assinatura elegante, que preza pelo acabamento e que é, acima de tudo, atemporal.   

Em Brasília para lançar uma nova coleção e participar de um bate-papo na Hill House, no CasaPark, o designer conversou com o GPS|Lifetime. A loja preparou dois ambientes para receber a arte de Jader Almeida. Entre os destaques, móveis com estofamento, "uma lacuna na coleção que começou a ser preenchida", afirma o artista. E luminárias que criam ambientes envolventes, com um toque dramático. "Crio objetos que também iluminam, que tem uma função poética antes da função primária", descreve. Nas palavras dele, são joias dentro do contexto da casa e do viver contemporâneo.      


Confira a entrevista do GPS|Lifetime com o designer Jader Almeida:

O que marca a sua nova coleção?

Essa é parte da coleção lançada em 2018. Nós categorizamos como uma continuidade, uma espécie de preenchimento, diferentemente do que muitos intitulam como novidade. De fato, é uma novidade porque está sendo agora apresentado mas, como coleção Jader Almeida, nós usamos uma metáfora que cada produto é como uma palavra e fazemos com que essas palavras, essa combinação, crie um texto, uma história, uma retórica sobre as pessoas que vão utilizá-las, sobre o todo. Porque os produtos são sempre pautados na leveza, na sofisticação dos detalhes, no exímio acabamento, na confecção precisa. E essa combinação cria produtos que são, de fato, perenes. Eles não estão condicionados a uma moda, um momento. Sempre ponderamos o equilíbrio entre passado, presente e futuro. Como a cadeira Windsor, tradicional do século 17 ou mesmo do período colonial americano, na qual se modifica a técnica, se faz um híbrido da linguagem somado à carga histórica. Vem um produto contemporâneo e dentro de uma assinatura.  

Por que escolheu a estética do minimalismo?

Talvez seja um aprimoramento ou também uma percepção pessoal. Obviamente que cada arquiteto, artista, designer, músico vai imprimir sua linguagem. Eu, como Jader, sempre gostei muito das coisas puras, nas mais diversas vertentes da criação. E dentro dessa perspectiva, o essencial fala mais que o rebuscado. Conseguir o simples é o mais complexo e dentro dessa perspectiva, seja ortogonal seja orgânico, as linhas retas estão em algumas tipologias, orgânico, sensual, e outras. Então, talvez seja uma percepção de cada uso, tipologia e o que imprimir nela dentro dessa perspectiva do mínimo, eliminando o supérfluo.

Como é o seu processo criativo?

Tenho minha formação meio renascentista, costumo dizer. Trabalho na linha de frente, com os representantes da marca, no direto, na venda, então colho muito feedback da vida real. Trabalho na arquitetura, na indústria, na pesquisa, no desenvolvimento, no designer. Nesse composto todo crio minha referência, a demanda, os inputs. Não é só a minha percepção e sim a percepção somada de todas as pessoas. É claro que tudo isso junta-se em um filtro, esse sim exclusivo meu. Assim, consigo criar as demandas e respostas. As inspirações do ponto de vista de onde se absorve é a vida. Tão amplo e ao mesmo tempo tão óbvio mas, no entanto, é o que de fato é. Nas artes, no museu, no teatro, no cinema, em uma peça publicitária. Isso tudo é ingrediente que vai formando uma percepção maior. Olhamos tudo e aquilo que nos interessa, filtramos e guardamos.

Em um pouco mais de dez anos de carreira, você já tem no currículo mais de trinta premiações nacionais e internacionais no setor. Como se sente?

Nada confortável. Isso significa que cada vez fica mais difícil. Quando você faz alguma coisa boa ou que atinge uma crítica interessante, sucesso comercial, premiações, é claro que aumenta a responsabilidade. Por outro lado, existe uma linguagem, um caminho, uma continuidade. Manter-se alinhado aos pensamentos e não sucumbir às frivolidades do dia a dia. Não é ficar engessado ou estático mas, ao mesmo tempo, não perder a essência. Talvez esse seja o maior desafio. Dentro da perspectiva da profissão, é um desafio constante. Isso é muito estimulante. É uma responsabilidade também, porque são muitas pessoas envolvidas. Todos têm que ter um retorno. Designer é business, mas o que tem além do lucro? Essa satisfação, criar relações, criar afetividade com as pessoas, ter toda uma responsabilidade nos campos sociais, a responsabilidade ambiental, enfim, a sensibilidade com as pessoas que estão dentro do processo.

Como você lida com a preocupação ambiental e de sustentabilidade em seus projetos?

Nem colocamos isso como algo a ser debatido. É uma obrigação. Racionalidade é inteligente para todos, para o sistema econômico do negócio. É obrigatório ter todos os selos, ser o mais correto possível. Por outro lado, costumo colocar a palavra sensibilidade ambiental e ela está em várias etapas. Do verniz utilizado, tudo que se faz é 100% reciclável. São pequenas atitudes no decorrer do todo que faz com que tenha essa sensibilidade.

O que você ainda quer fazer e alcançar?

Tem um mundo de coisas para fazer. Não estamos nem no começo. Uma das grandes vantagens dessa profissão é que nunca nada é igual. Os desafios constantes são os que move. O maior desafio é manter-se curioso. A vontade, a euforia, isso é o que retroalimenta.






Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980

Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980
collaborated Redação
photo Cortesia

Em primeira mão, o GPS|Lifetime revela alguns cliques do badalado calendário. O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel, e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do portal, Paula Santana

 

Neon trend! A clínica MetaFísicos apresenta hoje, 15, a edição 2019 do seu badalado calendário. Com exclusividade, o GPS|Lifetime mostra alguns cliques da produção. Ao todo, 23 pacientes do nutricionista Clayton Camargo posaram de acordo com o tema 'Neon'.

A temática revive a estética dos anos 1980, resgatando o ritmo frenético da ginástica de academia, com muita acrobacia, comum àquela época. Entre os musos e as musas desta edição estão o arquiteto Clay Rodrigues e o manager Bruno Mello

Para realizar o projeto, 37 participaram de todo o processo. Além dos modelos, 14 profissionais de backstage, como produtor, fotógrafo, cinegrafista, apoio logístico, pessoal de cabelo e maquiagem estiveram envolvidos. 

O time de estrelas de cada edição é escolhido dentre aqueles pacientes que superaram o desafio de emagrecer ao adotarem um estilo de vida saudável, com alimentação e exercícios físicos. Com o anuário, o nutricionista espera que os modelos se tornem fonte de inspiração para quem busca qualidade de vida.

O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do GPS|Lifetime, Paula Santana.

 

 




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Uma febre nacional, o famoso "bumbum na nuca" é tema do segundo episódio de Metafísicos no ar, série desenvolvida por Clayton Camargos e o cirurgião plástico Sérgio Morum, sócios da clínica Metafísicos, em parceria com o videomaker Pedro Lino. O programa trata de saúde, exercícios e bem-estar e, esta semana, se debruça sobre a paixão das brasileiras (e, por quê não, os brasileiros).