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Cinzas do descaso: museólogas criticam desleixo com a cultura

Cinzas do descaso: museólogas criticam desleixo com a cultura
collaborated Rebeca Oliveira
photo Arquivo pessoal

"Como museóloga, me sinto desvalorizada e desmotivada", conta Mayara Monteiro, que atua em espaço que segue o mesmo modelo do Museu Nacional  

 

"A realidade, de uma forma geral, é de que não há investimentos suficientes. Museus são instituições que não apenas conservam e preservam patrimônios, mas promovem discussões sobre diversos temas. São instituições de pesquisa". Essa é a visão de Monique Magaldi, coordenadora do curso de Museologia da Universidade de Brasília, compartilhada não apenas por pares na profissão, mas por - quase - toda a nação. 

"O Museu Nacional do Rio de Janeiro tinha essa característica, era referência nas áreas de arqueologia, paleontologia, história natural", complementa a profissional sobre o ícone da cultura brasileira incendiado no último domingo, 2. 

É importante destacar que o espaço cultural era um museu universitário, pertencente à Universidade Federal do Rio de Janeiro, e subordinado ao Ministério da Educação, consequentemente. "A grande questão é: quanto o MEC investe nesses espaços de pesquisa?", indaga. "Os recursos não se limitam a compra de equipamentos, mas restauração, manutenção e, sobretudo, contratação de pessoal", diz.

Monique Magaldi ressalta que tão importante quanto a liberação dos recursos é aplicá-los seguindo metodologia conhecida como Plano Museológico. "É fundamental para pensar a gestão a longo prazo", emenda. 

"O que vemos é um desmonte das políticas públicas para áreas tão essenciais no desenvolvimento de nossa sociedade", denuncia Mayara Monteiro 

 

"A falta de investimentos, de infraestrutura e manutenção da instituição já vinha sendo denunciada a anos pelos servidores, alunos e pesquisadores. E veio sofrendo cortes de orçamento, tendo esse ano, ironicamente o ano de aniversário de seus 200 anos, um orçamento ridículo", critica Mayara Monteiro, Museóloga do Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas. Assim como o Museu Nacional, o local também é ligado à universidade federal.

"Lembremos que uma das primeiras medidas perversas de Michel Temer foi extinguir o Ministério da Cultura e fundí-lo ao Ministério da Educação, desrespeitando a autonomia do Minc, de seus servidores e mostrando o desprezo com que a Cultura e Educação seriam tratadas", emenda a profissional, formada na Universidade de Brasília.

"O que vemos é um desmonte das políticas públicas para áreas tão essenciais no desenvolvimento de nossa sociedade. É um projeto político criminoso. Deixarão que nossas instituições públicas, nossa saúde, nosso patrimônio cultural sucumbam e farão o povo acreditar que é inviável para o governo conseguir gerir tudo isso por falta de verba, enquanto aumentam salários do judiciário e aprovam terceirização irrestrita", continua.

"Como museóloga, atuante em Museu Universitário Federal, assim como é o Museu Nacional, me sinto, neste momento, desvalorizada e desmotivada. Pensar que todo nosso trabalho e esforço para conservação, exposição e pesquisa possam virar cinzas a qualquer momento é desolador. Não é perda de passado. É perda também de nosso presente e futuro. Esse fogo abriu um buraco de lacunas sem fundo para a Ciência", finaliza.


Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980

Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980
collaborated Redação
photo Cortesia

Em primeira mão, o GPS|Lifetime revela alguns cliques do badalado calendário. O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel, e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do portal, Paula Santana

 

Neon trend! A clínica MetaFísicos apresenta hoje, 15, a edição 2019 do seu badalado calendário. Com exclusividade, o GPS|Lifetime mostra alguns cliques da produção. Ao todo, 23 pacientes do nutricionista Clayton Camargo posaram de acordo com o tema 'Neon'.

A temática revive a estética dos anos 1980, resgatando o ritmo frenético da ginástica de academia, com muita acrobacia, comum àquela época. Entre os musos e as musas desta edição estão o arquiteto Clay Rodrigues e o manager Bruno Mello

Para realizar o projeto, 37 participaram de todo o processo. Além dos modelos, 14 profissionais de backstage, como produtor, fotógrafo, cinegrafista, apoio logístico, pessoal de cabelo e maquiagem estiveram envolvidos. 

O time de estrelas de cada edição é escolhido dentre aqueles pacientes que superaram o desafio de emagrecer ao adotarem um estilo de vida saudável, com alimentação e exercícios físicos. Com o anuário, o nutricionista espera que os modelos se tornem fonte de inspiração para quem busca qualidade de vida.

O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do GPS|Lifetime, Paula Santana.

 

 




Leia também: MetaFísicos no ar: Clayton Camargos e Sérgio Morum falam sobre famoso "bumbum na nuca"

Uma febre nacional, o famoso "bumbum na nuca" é tema do segundo episódio de Metafísicos no ar, série desenvolvida por Clayton Camargos e o cirurgião plástico Sérgio Morum, sócios da clínica Metafísicos, em parceria com o videomaker Pedro Lino. O programa trata de saúde, exercícios e bem-estar e, esta semana, se debruça sobre a paixão das brasileiras (e, por quê não, os brasileiros).