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Batman Zavareze: das Olimpíadas para nova turnê  dos Tribalistas

Batman Zavareze: das Olimpíadas para nova turnê  dos Tribalistas
collaborated Rebeca Oliveira
photo Reprodução

Premiado cenógrafo e diretor assina direção de arte da nova turnê dos Tribalistas, que chega à capital em 1 de setembro 


Designer, fotógrafo, diretor, produtor e cinegrafista. Curador do festival audiovisual Multiplicidade. Reconhecido entre os melhores profissionais do país, e que já foi elogiado inclusive no exterior - fez, inclusive, cenografia do encerramento das Olimpíadas do Rio de Janeiro

Batman Zavareze tem um currículo de respeito. Mas esse não é o seu maior predicado. A forma humana e emotiva de ver o mundo, mesmo aquele com influência hightech, é seu maior diferencial. 

Não à toa, foi o nome escolhido para assinar a direção de arte  da nova turnê de Os Tribalistas. Com 16 anos de hiato, Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown resolveram se reunir novamente. Brasília recebe uma das apresentações em 1 de setembro, e poderá cultuar a genialidade não apenas do trio que domina os palcos, mas também do profissional que está por trás deles. 

Zavareze sempre defendeu o casamento entre arte e tecnologia. E volta a reafirmar essas crenças no mais recente trabalho. 

Cenários com imagens abstratas, memórias nostálgicas, cenas do cotidiano e arte transmitem sensações coletivas e individuais. É como uma catarse, em formatos que vão de estádios a espaços menores.  

Abaixo, confira  os principais pontos da conversa de Batman com GPS|Lifetime

O show 

Ele tem essa característica de ser grandioso, diferente do que normalmente vem acontecendo individualmente com Carlinhos, Marisa e Arnaldo. Os três, quando se somam, tem uma nova potência, e isso fica explícito no cenário. Há uma soma de três individualidades e isso tinha que ser traduzido no cenário, atingindo cinco ou 45 mil pessoas. O palco tem uma certa elasticidade.

Normalmente, ele tem uma boca de cena que é grandiosa, independente da quantidade de público. Somando as telas laterais que também fazem parte do cenário, que extrapola a caixa cênica e abre os “braços”  para dar um grande abraço no público, pode somar até 40 metros de uma ponta a outra. 

Amizade com Os Tribalistas 

Já  tinha feito trabalhos com Arnaldo e Carlinhos, especialmente no festival que eu dirijo, o Multiplicidade. Há quase anos assinei a direção de arte da turnê da Marisa, de Verdade, uma ilusão, que também foi grandiosa.  Usamos 18 projetores, havia uma certa parafernalha tecnológica bem sofisticada para a época, como um mapping no corpo dela, uma tecnologia que não existia. 

Isso só foi possível porque a Marisa, já naquele trabalho, entendia que o tempo tinha que estar a favor de uma construção mais autoral para colher resultados mais significativos e impactantes. 

Você não consegue fazer nada em uma velocidade rápida se não tiver a generosidade  dos artistas que estão ajudando a amadurecer isso. É um investimento material que é um dos mais importantes no momento atual. 

A direção de arte

Não é só a função de transmitir ao vivo o que está acontecendo no palco, o que poderia ser uma função justa para quem está a 200m do palco. Ela segue uma narrativa, algo que está muito conectado àquela mensagem. O resultado disso é uma catarse que, ao final, é coletiva. As pessoas têm uma sensação de suspensão. Você entra em certo transe. É bonito o que acontece, porque nada que está sendo projetado é gratuito. 

Evolução da arte e tecnologia 

É  isto que a arte pode nos trazer: essa delicadeza entre a poesia e o indizível. Eu sou fruto do que está acontecendo na revolução digital. Quando estudei designer gráfico, em 1991, era proibido usar o computador. E, quando sai, em 1996, era impossível não usar.

Temos que guardar algumas belezas do passado e ver o encantamento das belezas do futuro. No show, usamos 125 metros quadrados de LED de altíssima definição. O cenário é tocado por um aparato supermoderno, o mesmo sistema que usei no encerramento das Olimpíadas, e posso afirmar que a maioria dos grandes shows internacionais usam os mesmos recursos de sincronização entre luz, imagem, música. Falo de nomes como U2 e Radiohead. Ao mesmo tempo, trago para um momento do show em que há uma interação mecânica na qual as telas andam. É uma estrutura tecnológica dos anos 1900, do século passado. Esse olhar do futuro para o passado é algo que me seduz profundamente. Sempre vejo beleza entre o analógico e o digital. E o resultado dos conteúdos que são projetados têm acervo dos anos 1940, de filmes clássicos do Brasil, e a pintura do Mestre Júlio, que já atravessa 3 gerações.

A velha (e nova) infância 

Há um hibrido de experiências do que acontece na hora do show. Os Tribalistas têm uma demanda de 16 anos para reencontrar esse trio, e pela primeira vez vindo a público. Mesmo que passe despercebido, ele conecta memórias afetivas muito fortes para quem tem 20 anos ou 70 anos, que é mais ou menos um leque de idade que permeia quem vai ao show. Em SP, por exemplo, o Arnaldo levou o pai dele, que tem 86 anos, e ele assistiu com o sobrinho, que tem 5 anos, e não era nem nascido no primeiro álbum deles. Me emociona essa facilidade de atingir a alma e o coração das pessoas com a linguagem dos três. 


Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980

Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980
collaborated Redação
photo Cortesia

Em primeira mão, o GPS|Lifetime revela alguns cliques do badalado calendário. O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel, e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do portal, Paula Santana

 

Neon trend! A clínica MetaFísicos apresenta hoje, 15, a edição 2019 do seu badalado calendário. Com exclusividade, o GPS|Lifetime mostra alguns cliques da produção. Ao todo, 23 pacientes do nutricionista Clayton Camargo posaram de acordo com o tema 'Neon'.

A temática revive a estética dos anos 1980, resgatando o ritmo frenético da ginástica de academia, com muita acrobacia, comum àquela época. Entre os musos e as musas desta edição estão o arquiteto Clay Rodrigues e o manager Bruno Mello

Para realizar o projeto, 37 participaram de todo o processo. Além dos modelos, 14 profissionais de backstage, como produtor, fotógrafo, cinegrafista, apoio logístico, pessoal de cabelo e maquiagem estiveram envolvidos. 

O time de estrelas de cada edição é escolhido dentre aqueles pacientes que superaram o desafio de emagrecer ao adotarem um estilo de vida saudável, com alimentação e exercícios físicos. Com o anuário, o nutricionista espera que os modelos se tornem fonte de inspiração para quem busca qualidade de vida.

O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do GPS|Lifetime, Paula Santana.

 

 




Leia também: MetaFísicos no ar: Clayton Camargos e Sérgio Morum falam sobre famoso "bumbum na nuca"

Uma febre nacional, o famoso "bumbum na nuca" é tema do segundo episódio de Metafísicos no ar, série desenvolvida por Clayton Camargos e o cirurgião plástico Sérgio Morum, sócios da clínica Metafísicos, em parceria com o videomaker Pedro Lino. O programa trata de saúde, exercícios e bem-estar e, esta semana, se debruça sobre a paixão das brasileiras (e, por quê não, os brasileiros).