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Ângela Vieira: "é estranho um artista não lutar pela democracia"

Ângela Vieira: "é estranho um artista não lutar pela democracia"

Em novembro, Ângela Vieira vem a Brasília com a peça Uma relação pornográfica; antes, conversa com exclusividade com o GPS|Lifetime

 

Os 40 anos de carreira não fizeram Ângela Vieira esmorecer diante da árdua profissão de atriz. A comemoração se deu da mesma forma como a carioca toca a vida: leve, mas comprometida. Este ano, ela percorre o Brasil com a peça Uma relação pronográfica, que fará temporada de 10 dias no CCBB Brasília.

Veterana, Angela pretende, agora, ir além dos estereótipos. Esqueça os papéis de "madame" em telenovelas ou, fora das telas, o corpo que parece não sucumbir ao passar do tempo.

A atriz, como outros pares na profissão, tem experiências diversas (é formada em ballet clássico e em desenho industrial). Tem bagagem.  Tem voz - e quer que ela seja ouvida. Seja para falar pelo amor aos palcos, seja para opinar sobre o atual momento político do país.
Pouco antes de aterrissar na capital, ela conversou com o GPS|Lifetime. Confira, abaixo, os highlights da entrevista.

Em sua visão, o que faz com que o texto de Uma relação pornográfica, escrito na década de 1990, continue tão atual?

O texto fala de uma relação particular entre um homem e uma mulher, mas é uma relação - que poderia ser entre duas mulheres, dois homens… É uma relação que envolve desejo e que, posteriormente, fica acompanhada de algo que se estreita pelas afinidades, pelo carinho, pela delicadeza com que vai se desenvolvendo. Isso não tem época, não tem prazo de validade. São duas pessoas que se interessam uma pela outra, e que se preenchem pelo desejo, carinho, identificação. Isso nos acompanha pela eternidade, e o texto será sempre atual.

 

 




Você afirmou gostaria de atuar em papéis com temáticas sociais afloradas. Esse desejo se mantém? E como seria realizado, no teatro ou na tevê?

É mais fácil, ou viável, escolher um texto para teatro, no qual você pode "se" produzir ou escolher algo para o qual queira falar. Na televisão, nós recebemos os nossos textos já totalmente sedimentados, mesmo sendo obras abertas (em relação à novela). Me interessa fazer um teatro que chega no público de uma forma contundente, seja pelo movimento, seja pela palavra, seja pelo tema. É esse teatro que eu me interesso fazer. O público brasileiro tem um interesse especial pela comédia (e ela pode ser uma comédia com debates altamente significativos, não descarto isso), mas o que me interessa é que chegue verdadeiramente nas pessoas, que você chegue ao teatro e seja impactado pelo que viu. Resumindo: me interessa fazer um texto de qualidade e que tenha a ver comigo. Chegar ao público é o que me interessa.

Você completou 40 anos de carreira. O que programou para a importante data?

Por conta da situação política, não sabemos o que vai acontecer e esse ano foi bem difícil para produzir. Mas, ano que vem, vou comemorar meus 41 anos de profissão como se fossem os 40.

A dança, que você pratica há tempos, ajuda de alguma forma na expressão corporal como atriz?

Me ajudou a vida inteira. Não só na expressão corporal como a ter noção dentro de um palco. Ela não vai sair nunca. Não estou bailarina, mas sempre serei, pois ela veio antes da atriz. É uma hospedeira em mim. A mesma coisa para o canto. São coisas que somam, e ajudam no trabalho do ator. Eu louvo ter sido bailarina durante tanto tempo, e que ela nunca tenha saído de dentro de mim.

Por fim, vivemos um delicado momento sociopolítico no país. Acredita que os artistas precisam se manifestar ou isso se reserva a esfera pessoal?

Os artistas têm se manifestado, principalmente em seus "Instas" e no Facebook. Aqui no Rio de Janeiro houve um "showmício" na Lapa com a presença de vários artistas importantes. É estranho um artista não lutar pela democracia, principalmente nós que vivemos disso. A cultura faz parte do ser humano, ele precisa de arte. Viver e receber isso. Vivi os anos de chumbo e foram tenebrosos, seria um pesadelo ver o meu país retroceder tanto há ponto de se instalar uma nova ditadura aqui. Isso demoraria anos para ser revertido.

 

Serviço 

Uma relação pornográfica

De 8 a 18 de novembro, no Pavilhão de Vidro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (SCES, Tc. 2, Lt. 22, Brasília; 3108-7630)
Ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), à venda neste link


Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980

Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980
collaborated Redação
photo Cortesia

Em primeira mão, o GPS|Lifetime revela alguns cliques do badalado calendário. O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel, e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do portal, Paula Santana

 

Neon trend! A clínica MetaFísicos apresenta hoje, 15, a edição 2019 do seu badalado calendário. Com exclusividade, o GPS|Lifetime mostra alguns cliques da produção. Ao todo, 23 pacientes do nutricionista Clayton Camargo posaram de acordo com o tema 'Neon'.

A temática revive a estética dos anos 1980, resgatando o ritmo frenético da ginástica de academia, com muita acrobacia, comum àquela época. Entre os musos e as musas desta edição estão o arquiteto Clay Rodrigues e o manager Bruno Mello

Para realizar o projeto, 37 participaram de todo o processo. Além dos modelos, 14 profissionais de backstage, como produtor, fotógrafo, cinegrafista, apoio logístico, pessoal de cabelo e maquiagem estiveram envolvidos. 

O time de estrelas de cada edição é escolhido dentre aqueles pacientes que superaram o desafio de emagrecer ao adotarem um estilo de vida saudável, com alimentação e exercícios físicos. Com o anuário, o nutricionista espera que os modelos se tornem fonte de inspiração para quem busca qualidade de vida.

O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do GPS|Lifetime, Paula Santana.

 

 




Leia também: MetaFísicos no ar: Clayton Camargos e Sérgio Morum falam sobre famoso "bumbum na nuca"

Uma febre nacional, o famoso "bumbum na nuca" é tema do segundo episódio de Metafísicos no ar, série desenvolvida por Clayton Camargos e o cirurgião plástico Sérgio Morum, sócios da clínica Metafísicos, em parceria com o videomaker Pedro Lino. O programa trata de saúde, exercícios e bem-estar e, esta semana, se debruça sobre a paixão das brasileiras (e, por quê não, os brasileiros).