GPS Lifetime GPS Lifetime

Análise: o voto e o pós-voto

Análise: o voto e o pós-voto

Description: https://lh3.googleusercontent.com/q_JxAFyL7hOohMpGkv8-fWcU7NmIk_I75By4hN9Z1aQdT3fOMYi7bDaGbu17ZVoA9egUNiwAT4M3h1iZiYzmgvVxW3Z9DWCj6wmaqBCQxQzzkCCQzsA2bfhm3lpSufgNHkkcLMmR

Pior do que anular um voto a cada quatro anos, é se anular por quatro anos depois do voto

 

Na Grécia antiga, o povo se reunia nas Àgoras para decidir, conjuntamente,  quais eram as prioridades da cidade para cada ano e escolhiam, ali mesmo e entre eles, quem ficaria responsável por fazer o quê para executá-las naquele período.

Todos participavam e se revezavam nas tarefas.

Havia participação, interesse, responsabilidade e um sentimento solidário de que o bem da sociedade seria bom para cada um e, portanto, para todos.

Não havia grupos brigando pelo poder, afinal, o poder era dividido entre todos.

Não havia desvio de caixa por que as tarefas eram pagas na hora, igual a contas de mesa grande em restaurante. Era, como informalmente fazemos até hoje: “deu tanto pra cada”.

Não havia indicação para cargos por que o encargo de cuidar de todos era de cada um.

Não havia disputa por salários, por que não se ganhava para cuidar da coletividade, que sempre vinha primeiro - e acima da individualidade.

Não havia decisão monocrática. Todos eram juízes de seus próprios juízos e do coletivo.

E o “toma lá dá cá” era apenas o escambo: “me dá o que não tenho e toma o que me sobra”.

Em algum momento a humanidade se perdeu. A vaidade nos corrompeu e a prioridade se inverteu: ‘Àgora’ virou primeiro eu.

Precisamos voltar a pensar no bem comum. Na coletividade acima da individualidade.

Precisamos construir mais pontes de entendimento e menos muros de distanciamento.

Precisamos entender que votar é participar. É mais do que um dever cívico: é a arte de sentir a política. E a política só terá um melhor sentido quando a obrigação der lugar à participação.

Triste o país que precisa obrigar seu povo à votar;  e feliz a nação em que o povo conhece o sentido da participação.

Não se trata apenas de votar por votar. É preciso saber votar e  acompanhar o pós-voto;

Se a vida é feita de opções, “taí” uma que poderá interferir diretamente no seu dia a dia nos próximos quatro anos. É com o voto que você escolhe quem irá decidir, depois, por você.

E se sua escolha for errada, poderão decidir errado por você.

A arte na política se dá quando a participação ocorre sem obrigação.

Quando a consciência da coletividade vem antes da ciência da individualidade. Quando saber votar implica em querer acompanhar o pós-voto.

Quando se entende que o pós-voto é tão importante quanto o voto, pois pior do que anular um voto a cada quatro anos, é se anular por quatro anos depois do voto.

É preciso, pois, votar para participar e acompanhar para fiscalizar.

O ato de votar é uma arte plural porque trata os diferentes de uma forma igual.

É um momento único que não se distingue as pessoas. Na frente da urna somos todos iguais sem distinção de cor, sexo, credo, religião, raça, gênero ou camadas sociais.

Diante da urna temos todos o mesmo poder. Ficamos todos iguais, ainda que para votar diferente.

Pense nisso e bom voto!

Titular da coluna GPS PODER, Edinho Magalhães atua como assessor institucional no Congresso Nacional


Morre, aos 113 anos, o homem mais velho do mundo

Morre, aos 113 anos, o homem mais velho do mundo
collaborated Gustavo Azevedo
photo Reprodução

O centenário faleceu de causas naturais enquanto dormia

 

Morreu neste domingo, 20, o homem o mais velho do mundo, segundo o livro Guinness dos Recordes. A informação foi confirmada pela imprensa japonesa. Masazo Nonaka tinha 113 anos e faleceu enquanto dormia em sua casa, no norte do Japão, de causas naturais.

Nonaka nasceu em 25 de julho de 1905. A mulher e três dos filhos do centenário já haviam morrido.

O Guinness reconheceu Nonaka como o homem mais velho do globo no ano passado, após a morte do espanhol Francisco Núñez Olivera.