GPS Lifetime GPS Lifetime

GPS|Moda destaca os desfiles e tendências que abrilhantam Paris durante a fashion week

GPS|Moda destaca os desfiles e tendências que abrilhantam Paris durante a fashion week
collaborated Redação

Fechem as passarelas: a semana de moda acabou! Ontem, 7, Paris acordou um pouco mais triste, mas definitivamente mais bem-vestida. Depois do batalhão de desfiles que marcaram a Haute Couture Paris Fashion Week, o que resta aos moda-aficionados é relembrar os melhores momentos. Perdeu algum? A coluna GPS|Moda preparou um resumo dos highlights do happening para ninguém chorar de Prada.

Chanel sem dúvidas é o ponto máximo da semana de alta costura, e o desfile idealizado pelo titã da moda Karl Lagerfield é um espetáculo a parte. Esse ano, a maison vestiu seu inverno com referências aos clássicos de Gabrielle Chanel, como o tradicional tailleur de tweed e as pérolas adoradas pela francesa. Revisitados com interpretações oitentistas, as silhuetas ganharam ombreiras, tules e plumas, que juntos deram vida à cartela de cores sóbria. Para finalizar, um único acessório cobriu a cabeça de todas as modelos: chapéu de abas longas, aposta da próxima temporada.

Uma moda mais formal também foi a investida da Armani Privé, que veio com inúmeras variações de terninhos e blazers para cada ocasião - inclusive noturnas, com aplicações de paetês e pedrarias. Cortes masculinos ganharam leveza com estampas coloridas e transparências. Colorindo tudo isso? Do azul-claro ao preto, a jogada é combinar tonalidades neutras com pitadas de saturação, apresentadas na cartela dos rosas e roxos. Esquentando a cabeça, uma reinterpretação luxuosa do famoso “gorrinho preto” cobriu os cabelos com brilhos e tules.

Diferente das silhuetas femininas que fizeram a fama da label, o inverno da Valentino trouxe ares de modernidade à grife que enaltece a leveza da mulher. A comando de Pierpaolo Piccioli, a coleção incorporou modelagens amplas e grandes blocos de cores, além de um detalhe especial - e muito poético - nos acessórios: bolsas minaudières desenhadas pela joalheira Harumi Kossowka, inspiradas nos sete pecados capitais.

A comando de John Galliano, a Maison Margiela redefiniu uma das peças favoritas do outono: o trench-coat. Em versões oversized, transparentes, desconstruídas e, em suma, totalmente fora do “lugar comum”, os casacos de chuva da maison contrastam com botas western. Na cabeça, as tradicionais apostas conceituais de Galliano, que incorpora mascaras e texturas de cabelo para finalizar as produções.

Oversized foi também o foco da label Jean Paul Gaultier, que maximizou ombros, botas, sweaters, e chapéus. Inspirado no universo do esqui, a maison combinou o esporte da neve com modelagens e referências étnicas, que trouxeram para jogo os saris indianos e as armaduras samurais. O monocromático também teve sua vez, alongando a silhueta de produções em vermelho, dourado, preto, branco e cinza.

A realeza medieval foi o ponto de partida da grife libanesa Elie Saab, que bordou com fios-de-ouro e imponentes pedrarias os vestidos da coleção de inverno 2018. Logicamente, não poderia faltar uma variedade de coroas e tiaras, que vez ou outra foram substituídas por capas com capuz que mais pareciam ter saído de um conto de fadas. Veludos e laços fecharam com chave de ouro.

Também inspirada pelo universo dos livros de “faz de conta” a Fendi desfilou seu inverno de alta costura com inúmeras alusões à flora das fábulas infantis. Como havia de ser, o floral foi foco da coleção, mas não pense em qualquer floral! A grife italiana apresentou o padrão em formas de bordados em diferentes materiais, como plumas e pelos. O volume será definitivamente a tendência da próxima temporada, pois também foi grande destaque no desfile da casa.

Versace não falha em enaltecer a sensualidade da mulher, e para essa estação, o fez com o flerte das transparências. Estruturando a silhueta, ombreiras e volumes proeminentes.


Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional

Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional
collaborated Agência Brasil

Presidente defenderá reformas e compromisso com a democracia

 

Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, o presidente Jair Bolsonaro embarca neste domingo, 20, às 22h, para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Ele viajará acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado. Na estreia de Bolsonaro no exterior, o governo pretende vender a empresários e a políticos a imagem de que a economia brasileira está modernizando-se, com abertura comercial, segurança jurídica para os investidores externos e reformas estruturais.

O presidente pode discursar na terça-feira, 22, num painel sobre a crise na Venezuela, e tem até 45 minutos reservados para falar na sessão plenária do fórum às 11h30 de quarta-feira, 23, no horário local, 8h30 em Brasília. Bolsonaro também pode discursar no painel O Futuro do Brasil, marcado para logo após a sessão plenária.

Na noite de terça, o presidente terá um jantar privado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Para quarta-feira, 24, está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial neste ano. Em seguida, a comitiva retorna para Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na manhã de quinta-feira, 25.




Ministros

Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros bilaterais com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno; e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes informará que o Brasil pretende dobrar os investimentos (público e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A abertura comercial defendida por Guedes ocorreria de forma gradual, acompanhada de um programa de desburocratização e de redução de impostos para empresas para não sacrificar a indústria brasileira. A diminuição de tributos seria financiada por privatizações e pelas reformas que conterão ou reduzirão os gastos públicos nos próximos anos.