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No Setor Comercial Sul, café e restô HugHub é um "abraço" em BsB

No Setor Comercial Sul, café e restô HugHub é um "abraço" em BsB
collaborated Rebeca Oliveira
photo Luara Baggi

Aberto em dezembro, HugHub agrega café e restaurante em um ambiente descolado e dentro dos padrões da gastronomia sustentável

 

"Ninguém solta a mão de ninguém". A sentença tomou conta das redes sociais no mês de outubro, à época das eleições presidenciais. A frase resistiu ao tempo e virou sinônimo de empatia. E é ela que vem à memória ao adentrar e conhecer as premissas por trás do HugHub, espaço que mistura café, restaurante e, em breve, outras atividades no Setor Comercial Sul.

Capitaneado por Gabriela Pereira e Thiago Machado (melhor se chamá-los de Biba e Pezão), o empreendimento chega para somar ao efervescente SCS - área que, não faz muito tempo, chegou a ser sinônimo de marasmo e até de violência. Isso porque, à noite e aos fins de semana, a maioria das repartições que ali funcionam ficam fora de operação.

Não é o caso do HugHub. Aberto das 8h às 20h, o espaço tem quitutes que satisfazem praticamente todas as refeições, além de um enxuto - porém certeiro - cardápio com cerveja (Criolina, pois Pezão é um dos sócios da cervejaria), drinks, destilados e vinhos.

CSA

A gastronomia é um ato político. E, como tal, exige escolhas. As da dupla por trás do HugHub impulsionam a produção agrícola local e serve como vitrine a pequenos produtores.

A começar pelas bases partilhadas com a Rede CSA, ou Comunidade que Sustenta a Agricultura, coordenado, em Brasília, por Renata Navega. 

Dentro desse modelo, o agricultor (neste caso, a Fazenda Bella, em Brazlândia) vende os produtos diretamente para a casa, sem intermédio de terceiros, e tem a sua produção financiada a um preço justo, permitindo o desenvolvimento sustentável.

 

Sazonalidade

O menu de receitas muda semanalmente e é criado a partir do que é plantado e colhido na fazenda, que tem, entre os responsáveis, o permacultor Osmany Neto. Como prega a sentença, "ninguém solta a mão de ninguém".

O HugHub ajuda a propagar as verduras e legumes, enquanto a fazenda oferece itens frescos e orgânicos. Consumo local é única lei.

Entre as receitas disponíveis até a próxima sexta, aparecem toast de pesto de vinagreira com queijo de cabra e mel (R$ 21); shimeji puxado no óleo de coco acompanhado de queijo taleggio maçaricado, jerimum e nabo assados com alecrim (R$ 30); saladão de mix de folhas com castanhas, queijo feta, PANCs e chips de mandioca (R$ 28) e nhoque de mandioca com molho de açafrão in natura (R$ 28). Na cozinha, Wesley Santana e Sandra Regina dão vazão à criatividade.




Bacon-vegetariano

É possível notar que as receitas, em sua maioria, não tem carne, mas o HugHub não se intitula um espaço vegetariano. Pelo contrário. Segundo os sócios, preferem ser classificados como uma cozinha "bacon-vegetariana". "O bacon é um elo universal", brinca Pezão.

"Queremos passar o recado da redução de consumo de carne por uma questão ambiental", emenda Biba. "É comida de verdade", completa a empreendedora.

Todos os fornecedores são de Brasília e arredores, ou comercializados por gente da cidade. Os cafés são do Ahá; os pães, da Castália; os queijos contam com a curadoria de Rosanna Tarsitano; o bacon vem do produtor Goyaz; os chocolates, por sua vez, são comprados na La Barr; e o sorvete é Ilgiorno Gelato, entre outros colaboradores. Destilados da Imagina Juntos e Kombucha Flyt engrossam a lista de parceiros. Mais uma vez, "de mãos dadas" com a comunidade e empresários crias de BsB.

 

Cultura

Assim como outros empreendimentos no Setor Comercial Sul, o HugHub valoriza a cultura brasiliense. "O SCS é um oásis para a produção cultural", analisa Pezão.

Na décor, pensada e conduzida por eles, há quadros da artista urbana Ju Borgê. Toda sexta, por volta das 19h, o piano que dá ar bucólico ao décor será comandando por algum músico da cidade. Esta semana, se apresentam Felipe Togawa e Mavi Dutra.

Em breve, o HugHub ampliará as atividades com espaço de coworking e empório, que servirá como ponte entre "amigos produtores de Brasília" e da rede CSA. Afinal, um ajuda o outro. Um lema que se vê em cada detalhe do espaço, que nasce como um abraço na capital.

 

Serviço

HugHub (Setor Comercial Sul, Qd. 1, Edifício Ceará), aberto de segunda a sexta, das 8h às 20h.


Morre, aos 113 anos, o homem mais velho do mundo

Morre, aos 113 anos, o homem mais velho do mundo
collaborated Gustavo Azevedo
photo Reprodução

O centenário faleceu de causas naturais enquanto dormia

 

Morreu neste domingo, 20, o homem o mais velho do mundo, segundo o livro Guinness dos Recordes. A informação foi confirmada pela imprensa japonesa. Masazo Nonaka tinha 113 anos e faleceu enquanto dormia em sua casa, no norte do Japão, de causas naturais.

Nonaka nasceu em 25 de julho de 1905. A mulher e três dos filhos do centenário já haviam morrido.

O Guinness reconheceu Nonaka como o homem mais velho do globo no ano passado, após a morte do espanhol Francisco Núñez Olivera.