GPS Lifetime GPS Lifetime

A retomada do feito à mão: obras e trabalhos artesanais dão personalidade aos espaços

A retomada do feito à mão: obras e trabalhos artesanais dão personalidade aos espaços
collaborated Roberta Pinheiro
photo Cortesia

Arquitetos e designers de interiores voltam o olhar para obras de arte e trabalhos artesanais para compor os ambientes

Neste ano, uma das premissas da CasaCor São Paulo é se desconectar das tecnologias para conviver e compartilhar mais os espaços e para trocar experiências. Seguindo essa linha, alguns arquitetos e designers de interiores optaram por obras de arte e trabalhos artesanais.

Além de resgatar o toque manual, do trabalho feito à mão, cada obra ganha lugar de destaque e traduz a personalidade do ambiente.

O GPS|Lifetime separou alguns destaques: 

Bar Lounge

Para transmitir o movimento da dança, Cyane Zoboli e Ana Elisa Hott escolheram uma obra de Wilson Ferreira, da Galeria ArtCausa. Toda em corda natural e com detalhes em madeira maciça torneada, a obra compõe o espaço.

Sala Toki – Um Mergulho do Meu Tempo

Todo o espaço de Juliana Pippi é pensado no conceito do slow design, que contrapõe-se ao movimento fast de vida preconizado pela sociedade ocidental. Ela optou por peças que demandam mais tempo e observação no que tange o processo de produção, como o banco e a cestaria de Inês Schertel.

Os itens são feitos com lã natural de ovelha e respeitam o período ideal de tosquia para não interferir na qualidade de vida do animal. No mesmo espaço, há ainda a luminária de Ana Neute, o banco e os painéis de papelão de Domingos Tótora e as cerâmicas exclusivas de Hideko Honma. Todas são peças fabricadas à mão e que vão ao encontro da proposta de Pippi. 

Praça CasaCor

Em tons verdes, Catê Poli e João Jadão usaram mobiliário feito com corda náutica produzido por artesãos da região de Moradas da Lagoa, em Salvador.

Studio Trama

Um imenso colar de quartzo rosa e seda criado pela artista plástica Nao Yuasa embeleza o ambiente de Melina Romano. Com sua expertise em itens para a moda, Nao cria peças com muita personalidade e todas feitas à mão. No espaço de Melina, o colar ficou perfeito com a temática feminina concebida pela designer de interiores.

Loft Ninho

Com um mobiliário em tons neutros, chama a atenção no espaço de Nildo José um coração feito com 85 mil alfinetes sobre a base em poliuretano. A criação da obra passa por experiências pessoais do artista Ildeu Lazarini e reflete a junção de estados emocionais e estudos do doutorado em nanofibras. 

Calçada das Cores

Várias folhas descartadas pela natureza e bordadas com palavras que carregam uma curadoria efetiva compõem o ambiente de Lao Design e Zoom Arquitetura. O trabalho de Clarice Borian dá vida ao espaço, que fica na calçada externa da mostra e dá boas-vindas a quem chega.

 

 


Kakay celebra casamento em Arraial d'Ajuda

Kakay celebra casamento em Arraial d'Ajuda
photo Cortesia

Durante os votos de felicidades aos noivos, célebre jurista homenageou a mulher, Valéria

 

A pedido dos pombinhos, o renomado advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, celebrou a união de Bibi Moura e Frederico Vilaça nesse sábado 22, em Arraial d'Ajuda, Bahia. De clima bucólico, a cerimônia contou com a presença de 300 convidados, e foi de emocionar. 

Para tornar o momento especial, Kakay imprimiu, para cada invitado, três poesias, incluindo Eros e Psique, de Fernando Pessoa. Logo no início do discurso, o jurista pediu para que todos o acompanhassem na leitura dos versos. 

Após o coro, o orador discorreu sobre o amor, a solidariedade, a paixão e a importância da individualidade em um relacionamento a dois. Também prestou homenagem a mulher, Valéria, desejando aos recém-casados a mesma felicidade que vivencia ao lado da amada. 

Abaixo, confira o discurso na íntegra. 

"É muito difícil falar sobre o amor para pessoas tão jovens. Mas eu vejo na Bibi e no Frederico um amor maduro, se é possível falar em maturidade na idade deles. Mas o amor, queridos, não tem que ter a densidade da maturidade, basta-lhe a densidade dele em si. E não estou a dizer do amor pelos pais ou, meu Deus, pelos filhos, falo do amor carnal, do desejo, da paixão, da angústia da falta, da ansiedade do toque, do cheiro... deste amor que mantém a humanidade, que reproduz, que fragiliza mas eterniza. Conheci, Bibi e Frederico, este amor maduro na Valéria e, se eu puder desejar algo a vocês dois, desejo que sejam felizes como eu sou com ela, todos os dias da minha vida. Tesão, respeito, solidariedade, paixão fazem a hipótese da vida a dois. A melhor maneira de ter uma vida de casal, talvez a única, é ser inteiro e ter uma vida própia. Nunca abrir mão dos sonhos, dos delírios e não achar que tudo tem que ser vivido a dois. A solidão faz bem. É um direito nosso. Mas, se eu não tivesse encontrado a Valéria, meus momentos de solidão seriam pesados e não intensos e felizes como são. Quero para vocês a alegria que eu tenho de compartilhar o mundo com esta mulher, de aprender todos os dias com ela. E, quando os Ericos chegarem, nesta materialização do amor indizível, quero que vocês continuem a ser um casal apaixonado, dedicado, entregues ao amor a dois. Ser feliz é uma conquista diária, as vezes árdua, mas vale a pena. E nós temos, sobre nossas vidas, o manto celeste que nos abriga e protege. É uma alegria compartilhar este momento com vocês". 

Valéria e Kakay, eternos enamorados