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Ótimos vinhos para a ceia de Natal e que custam menos de R$ 70

Ótimos vinhos para a ceia de Natal e que custam menos de R$ 70
photo Reprodução

Nem sempre é preciso desembolsar altos valores para beber um bom vinho. No mercado há boas opções de bebidas que apresentam um excelente custo-benefício.

Com o Natal chegando, amigos e família reunidos e a casa sempre cheia, nada melhor do que ter a adega bem abastecida. Afinal, são vários dias de festividades, jantares e almoços para muitos convidados. Se identificou? Então anote algumas dicas de rótulos que vou sugerir e que cabem em qualquer orçamento.

São vinhos facilmente encontrados e que custam entre R$ 50 e 70. Se você ainda não fez as compras para a ceia, corre pro mercado mais próximo já sabendo que, apesar do menor preço, as bebidas são produzidas em algumas das melhores regiões vinícolas do mundo, como Alentejo, em Portugal; Valle Del Rapel e Valle Central, ambos no Chile e Rioja, na Espanha.

Para os fãs de vinhos brancos, a dica é o Terranoble Sushi, vinho com bastante frescor, leveza e um final frutado e agradável por R$ 57. Outra sugestão de branco bem interessante e acessível é o Caliterra Aventura da uva Chardonnay, um vinho com muito aroma de frutas frescas como abacaxi e pêssego, e um toque de avelã. Na boca é mediano de corpo, equilibrado e expressivo, prazeroso frescor e custa  R$ 69.

Quem costuma reparar nos rótulos, vai se encantar com o chileno Mucho Más, no melhor estilo BBB: bom, bonito e barato. Uma pechincha de R$ 47.

Ainda na linha dos tintos, três boas dicas que são: o Régia Colheita (R$ 70), o Céfiro Carménère, de corpo médio, alta acidez, taninos finos e final equilibrado e sai em média (R$ 50), o Primitivo Moi de (R$ 58), o Origem Merlot por (R$ 45) e o Marqués de Tomares, que foge um pouquinho da média de preço da matéria, mas que vale cada real cobrado é o 75,00. Vale a pena comprar vários para ter sempre em casa.

O Terranoble, o Mucho Más e o Aventura, você encontra na Decanter, que fica na 103 Sul. O Origem e o Primitivo são do grupo Valduga e tem para vender na Super Adega. Todos os demais são importados e distribuídos pela Porto a Porto, e tem na Super Adega, na Mega Adega e em vários supermercados da cidade.


Mariana Fonseca, a chef que manifesta seu amor em receitas

Mariana Fonseca, a chef que manifesta seu amor em receitas
collaborated Marcella Oliveira
photo Claudio Almeida

Chef dos gastro spots Myk e Kouzina, Mariana Fonseca é uma amante da Grêcia e estampa a essência simples e natural do país em suas receitas. A essência simples e natural do local está impressa em tudo que a cerca. Da décor ao lifestyle

 

Falar grego. A gente usa essa expressão quando quer dizer que não estamos entendendo algo que é dito. Não temos o mesmo alfabeto e arriscar pronunciar as palavras pode render boas risadas. Mas sabemos reconhecer sua atmosfera. Aqueles cenários de filme com casinhas brancas e detalhes em azul são peculiares. Isso, claro, sem esquecer os sabores da culinária mediterrânea. Muita ousadia trazer esse contexto para São Paulo? Não para a chef Mariana Fonseca

Mariana é brasileira de nascimento e grega de coração, como costuma dizer. Foram sete anos vivendo pelo Mediterrâneo, onde aprendeu a culinária, experimentou sabores e vivenciou a cultura. Apaixonou-se tanto por lá que é essa atmosfera grega que ela reproduz em seus restaurantes, o Myk e duas unidades do Kouzina, todos em São Paulo. Ambientes clean, com muito branco, louças e detalhes em azul. É a Grécia aqui. “Foi tudo pensado por mim. Não queria representar apenas o paladar. Meus restaurantes trazem o lifestyle grego”, explica.

A paulistana leva uma típica vida agitada da cidade cosmopolita. Com um filho de dois anos, Theodoro, acorda 6h30, faz ginástica, despacha de casa e às 10h segue se dividindo entre os restaurantes ao longo do dia. De uma cozinha para outra, de um escritório para outro. "Sou controladora e gosto de saber tudo que acontece". O fim do dia é de volta para casa para passar mais um tempo com o filho, mas durante a noite segue novamente pela saga de visitar suas cozinhas. Parece cansativo? Sim, mas ela não para. Já tem planos concretos de mais uma unidade do Kouzina e outros três novos restaurantes para 2019.

A empresária comanda uma equipe de 180 pessoas e treina outras 120 para os novos empreendimentos. “Entrevisto cada pessoa que vai trabalhar comigo, olho no olho, escuto meu feeling. Minha equipe é minha família”, diz a chef exigente, perfeccionista e metódica. 

Com uma rotina intensa, parece até ironia quando revela o que mais a atrai nos gregos. “Gosto do jeito simples que eles levam a vida. Acordar de manhã, comprar o pão na padaria mais antiga da ilha, cozinhar com produtos da horta, nadar em mar aberto sem perigo. Eles aproveitam o que foi dado: bons ingredientes, mar azul, e celebram a vida com muita festa”, diz a amante do mar e avessa à multidão. Mariana viveu em Mykonos e é onde hoje tem uma casa. “Mas amo de paixão Athenas”, completa. Você fala grego? “É meu terceiro idioma e falo com meu filho em casa, quero que ele aprenda”.

Empreendedora, criativa e inteligente, Mariana não passa despercebida. Seja pela culinária ou pela mulher alta e bonita que é. É discreta e tímida, mas abre um sorriso sincero quando é requisitada em uma mesa de clientes para receber um feedback. Ela cozinha com o coração e com simplicidade. “Mas minhas receitas favoritas são as que minha falecida mãe preparava, como a abobrinha recheada ou o bolo de carne, comida de verdade, como as que tento fazer nos meus restaurantes”, conta.

O amor de Mariana pela Grécia está em tudo que ela fala, em seus gestos, seu trabalho e na sua vida. Hoje, aos 38 anos e com uma carreira já consolidada no Brasil, conta que não se sentiu intimidada quando começou a atuar na maior cidade do País. "Meu diferencial é fazer uma cozinha que nunca foi muito explorada, sou a primeira no Brasil a difundir a culinária grega contemporânea. Agora está na moda, mas a minha paixão é, além de antiga, um estilo de vida. Eu vivo a Grécia 24 horas por dia", afirma.

Mariana é clássica na forma de levar a vida e no seu processo criativo. Usa as ferramentas que estão ao seu alcance para criar. Dos primórdios da cozinha da avó italiana até a última viagem que fez, além do aprendizado dos livros. "Não paro de ler, sempre um atrás do outro, e deixo minha criatividade reinar", confessa. Nas poucas horas livres que tem, viaja ou degusta um bom vinho. Mas é na cozinha que se sente viva. “Alimentos alimentam minha alma”, conclui a chef.

 




Myk

Inaugurado em janeiro de 2013, é no Myk que Mariana Fonseca faz sua cozinha mais autoral. “Foi a melhor maneira que achei de colocar todo meu amor pela Grécia aqui no meu País. O restaurante me transporta direto para Mykonos. O olho grego é minha marca registrada. A música alta lembra os beach clubs de Mykonos”, conta. É lá que fica seu prato preferido, o polvo grelhado.

 

Kouzina

Kouzina é uma taverna, como um boteco grego. Surgiu em junho de 2015, no Jardins. Uma grande bandeira da Grécia mostra que a comida é tradicional e farta. “Lembrando a vovó grega”, brinca Mariana. A disposição permite que os clientes vejam parte da cozinha. Na décor, latinhas de tomate originais da Grécia com pimentas plantadas pela própria chef. Este ano, inaugurou o segundo Kouzina, em Pinheiros.

 

Novos sabores

Atualmente a chef finaliza o projeto da terceira unidade do Kouzina, no Shopping Cidade Jardim. Paralelamente, ela coordena a abertura de outros três restaurantes em 2019. O Fotiá vai trazer o fogo como base das receitas, nos Jardins, e o Mediterranee intensifica a paixão pelo Mediterrâneo em receitas que vão da Grécia para França, Marrocos, Israel, Itália. “O último é o Vulcano, inspirado na região da Magna Grécia, no sul da Itália”, revela Mariana.