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Retrospectiva gastronômica 2018: baixas e destaques da cena local

Retrospectiva gastronômica 2018: baixas e destaques da cena local
photo Arquivo pessoal

Colunista Andressa Furtado recorda as boas apostas do mercado gastronômico em 2017


Recordar é viver, certo? Sem dúvidas. Por isso, decidi mais um ano relembrar as boas-novas da gastronomia local neste fim de ano. Já sabemos que o brasiliense não perde uma novidade, fica de olho em tudo que abre e aguarda nas filas de espera sem cerimônias. Senta, pede várias opções do cardápio, prova, posta, dá feedback positivo ou negativo, se foi bem atendido volta. Se não foi, trava uma campanha on-line e offline para que aquele estabelecimento melhore.

Fato é que todos querem gastar dinheiro com aquilo que dê satisfação. Não tem coisa pior do que sair de um local com ressalvas negativas. Este ano, tivemos duas baixas significativas: o Taj fechou menos de um ano depois de sua inauguração, mas em compensação ganhamos o Yurb - um complexo super cool de entretenimento. E o Jámon Jámon, especializado em tapas espanholas, também fechou as portas. Também tivemos ótimas surpresas... Vamos refletir sobre o ano que passou?
 

O QUE ABRIU E VALE SUA VISITA
 


Os sócios do A'mano (Foto: cortesia)

 

No quesito italiano, o A'mano não deixa a desejar. Recém-inaugurada na 411 Sul sob o comando do quinteto Leandro Pompeu, Tiago Boita, Carlos Rodrigues, André Sampaio e o chef Ronny Peterson, a casa vive em fila de espera. Nada surpreendente no mercado brasiliense, que adora novidade e bate ponto nos locais que gosta sem grandes dificuldades. 

Três dos sócios, Carlos Rodrigues, André Sampaio e Ronny Peterson, são 'crias' do Gero, da chancela Fasano, e levam sua bagagem de maestria para a nova casa. Com uma pegada mais contemporânea, o restaurante oferece pratos bem feitos a preço justo. Ponto negativo para a acústica do ambiente. Difícil conversar sem falar alto. Porém, de acordo com os sócios, esse probleminha será resolvido em breve. 



Experiência no Kawa (Foto: Arquivo pessoal)
 

Outra novidade bem-vinda e aceita na cidade foi o Kawa, na 213 Sul. A fachada da casa já me conquistou de primeira. As ripas de madeira com uma iluminação intimista deixaram o local ainda mais intrigante. Em vez de entrar pela frente, os clientes entram pela lateral. São dois andares com mesas charmosas e uma equipe atenta e disposta a proporcionar uma ótima experiência para o cliente.

Destaque para o gerente Marcos Assis, que não brinca em serviço. A cozinha comandada pelo sushiman Marcos Akaki, que veio direto de São Paulo para trabalhar no Oma, é surpreendente. De malas prontas para voltar a São Paulo, foi convidado pela dupla Eduardo Takashi Togawa e José Afrânio Rios para orquestrar o restaurante. E não é que deu certo. O cardápio é um pouco confuso, mas a equipe te ajuda a fazer boas escolhas. 



Blend Boucherie (Foto: Arquivo pessoal)
 

Anos atrás, fui no CT Boucherie, no Rio de Janeiro e me apaixonei. O restaurante de Claude Troigros não tinha só ótimos cortes de carne como acompanhamentos deliciosos. Na época, fiquei tentando entender porque Brasília não tinha um restaurante nos mesmos moldes.  E não é que o chef Marcelo Lopes realizou uma das minhas vontades?

Localizada na 412 Norte, a boutique de carnes francesas Blend Boucherie oferece um rodízio de guarnições delicioso. Você escolhe um corte e os garçons transitam pelo salão com dez opções de acompanhamento. Destaque para o arroz de alho negro com alho poró crispy e a polenta mole de queijos com grana padano. 
 


PRECISA MELHORAR

O chef Paulo Tarso é conhecido na cidade por oferecer cursos de culinária disputadíssimos. Eu já fiz dois cursos dele e adorei. Há dois anos, ele decidiu apostar num modelo de restaurante temporário. A primeira versão do Mosaico foi inaugurada na CasaCor, ano passado, e obteve boas críticas. Esse ano, não foi tão bom assim. O espaço escolhido, o rooftop do antigo Bar do Alemão, não tem muito o que falar. Comer de frente para o "mar" de Brasília é uma delícia. Mas eu esperava mais quando visitei a casa.
 


Mosaico (Foto: Instagram)
 


Por conhecer a comida do chef achei que seria surpreendida positivamente, mas não foi isso que aconteceu. Os pratos 'minimalistas', digo isso porque as porções são muito pequenas, não me conquistaram. E o prato que pedimos - uma massa com polvo, veio crua. O carbonara com trufas raladas não era um carbonara de verdade... Abrir um restaurante temporário é um projeto ousado, exige muito do chef, mas seria melhor se ele estivesse na cozinha. Não foi isso que aconteceu nas minhas experiências por lá. Próximo ano, espero mudar minha opinião.
 


ÓTIMA SACADA
 

É fato que o Mercadito precisava de um refresh. A casa que ficava localizada no meio da 202 Sul decidiu apostar em um novo ponto: mais visível e ao ar livre na mesma quadra. E não é que foi uma ótima sacada? Só acho que eles poderiam ter colocado o nome da casa de New Mercadito, até porque a experiência que você tem é diferente da que você tinha no antigo ponto. A esquina da 201 ficou mais charmosa: você pode tomar um vinhozinho ou um drink sentado na calçada enquanto conversa com os amigos.

 


Sócios do Mercadito (Foto: Bruno Cavalcanti)

Música ambiente estilo baladinha embala os esquentas na casa antes das festas da cidade. Já o cardápio deu um up com a assinatura de Thiago Paraíso - o queijo brie empanado com azeite trufado está sensacional. Difícil não gostar da comida desse chef. O quinteto  Hugo Andrade, Henrique Migras, Roberto Borges, Paulo Paim e Pedro Caetano acertaram em cheio. O desafio agora é manter essa fórmula durante o próximo ano. Sucesso, meninos!

 

MAIS CAFÉ, POR FAVOR
 

Tomar um cafezinho com um pão de queijo, ali pelas 17h. Ou se preferir, um cuscuz quentinho pela manhã. Três bons cafés da cidade resolveram expandir esse ano. Uma loja não estava sendo suficiente para eles. Ganhamos uma nova Labecca, tradicional e badalada no Lago Sul, agora tem uma nova unidade na 408 Sul. Vale provar a torta de banana e o carrossel de brownie com brigadeiro. Ahh, e o biscoitão com café com leite também cai bem.

 


Labecca (Foto: Instagram)


O Ernesto Cafés Especiais finalmente chegou à Asa Norte. O espaço está grande e aconchegante, o atendimento um pouco lento, mas vive lotado. O cardápio é o mesmo da  Asa Sul e a entrega dos produtos não deixa nenhum pouco a desejar. O sonho de doce de leite Viçosa é de comer rezando. Por fim, o Café e um Chêro, menos de um ano depois de abrir oficialmente na Asa Norte, decidiu fincar raízes na Asa Sul. Mesmo cardápio, mesmo conceito, tudo igual. Não tem como ir lá e não provar o pão com carne de panela. Três ótimas expansões, certo?

 

AZEITE TRUFADO: AME OU ODEIE 
 

Eu, particularmente, sempre gostei de uma massinha com trufas raladas. Considerada um ingrediente premium, não tão democrática, é cara e definitivamente não combina com tudo. O problema é que alguns lugares ainda não entenderam isso. E pior, hoje não é tão difícil ir a um restaurante e comer algo com o azeite feito com essa especiaria. Até os sashimis depois de serem incrementados com o cream cheese, agora são mergulhados em azeites trufados.

Você sabia que alguns dos chefs mais famosos do mundo sequer aceitam esse ingrediente em suas cozinhas? Gordon Ramsay, Anthony Bourdain e Martha Stewat são alguns deles. Que má reputação. "O azeite trufado de verdade não existe. Trata-se de um aroma químico, já que seria preciso uma quantidade enorme de trufas para prepará-lo. Uma fatia no fundo do frasco não é suficiente para dar sabor. Não tenho nada contra nem a favor, mas não uso no restaurante", depoimento de Luca Gozzani, da chancela Fasano em entrevista ao GNT. Ou seja, querem usar? Tudo bem, mas usem com moderação e boa alquimia.  

 

VEM AÍ
 


 

A onda de cafeterias e restaurantes orgânicos, que já invadiu São Paulo, promete chegar em Brasília em 2019. Já se ouve um burburinho pela cidade de projetos com esses moldes. Não que aqui não tenha boas opções, mas sinto que falta uma sacada diferente para conquistar esse público - que é imenso. Muita gente tem se interessado cada vez mais pela alimentação orgânica. Vale investir em ingredientes livres de agrotóxicos, hormônios e outros produtos químicos. Comida saudável, preço justo e ambiente descolado. Seria um sonho comer de forma saudável sem sentir que está sendo assaltado? Vamos aguardar. 
 

Que venha 2019 e muitas outras novidades! 

 





Hora da gramática: saiba como pronunciar o nome de grifes de luxo

Hora da gramática: saiba como pronunciar o nome de grifes de luxo
photo Reprodução

Às vezes, a nomenclatura das labels mais queridinhas do mundo da moda é um tanto complicada de falar

 

Algumas grifes são assunto garantido no papo entre amigas, porém nem sempre da forma correta. Os nomes de origem francesa, inglesa ou italiana ganharam versões abrasileiradas devido o nível de complicação da pronúncia.

Não gosta de se enrolar na hora de falar o nome da grife? Seus problemas acabaram! Abaixo confira como pronunciar certinho a nomenclatura das etiquetas mais hypadas do universo fashion

 

Alexander Wang – Alecsander Uéng

Balenciaga – Balenssiaga

Balmain – Balmá

Bottega Veneta – Botêga Vêneta

Bvlgari – Búlgari

Celine – Cêlín

Christian Louboutin – Cristian Lubutã

Comme des Garçons – Com Dê Gásson

Dolce & Gabbana – Doltchey end Gabana

Givenchy – Givonchí

Gucci – Gúti

Hermès – Erméz

Jacquemus – Jaquemus

Jean Paul Gaultier – Jon Pol Gotiê

Lanvin – Lanvã

Louis Vuitton – Lui Viton

Marchesa – Marquêsa

Moschino – Mosquino

Ralph Lauren – Ralf Loren

Tommy Hilfiger – Tomi Rilfiguer

Versace – Versatchê

Vetements – Vetmon

Yves Saint Laurent – Ivi Sã Lorrã