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Virgil Abloh é o novo estilista da Louis Vuitton

Virgil Abloh é o novo estilista da Louis Vuitton
photo Reprodução

Considerado o homem mais influente do segmento da moda, Virgil Abloh foi escolhido para ser o novo diretor artístico da linha masculina da Louis Vuitton. O anúncio foi feito pelo próprio estilista no Instagram ao postar a imagem de um baú da label francesa.

Fundador do fenômeno Off-White, o americano, de 37 anos, também é DJ e modificou a moda de luxo. Agora, promete ajudar a atrair o público mais jovem, adepto a linha streetwear, para a LV. Em entrevista a GPS|LIFETIME no ano passado (leia a matéria na íntegra abaixo), o designer afirmou que as tendências surgem da rua e que o luxo não mantém a mesma influência sobre os consumidores.  

"Hoje, os consumidores podem pegar uma marca e mudá-la, dar-lhe uma nova identidade. É hora de dar um update e adotar outras regras. Eu não me vejo usando roupas com as quais não me identifico. Independentemente de qual for, tem que ser um diálogo. Não é só se curvar diante da ideia de marca sagrada", ressaltou.

A primeira coleção dele na Louis Vuitton será apresentada em junho, em Paris.

Em 2003, ele foi estagiário da Fendi ao lado de Kanye West e, dois anos depois, foi finalista do prêmio de fashion designers LVMH Prize. Além disso, Abloh já fez collabs com a Moncler, Levi's, Jimmy ChooNike.

"Acho que, de certa forma, esta será minha colaboração máxima. A primeira coisa que vou fazer é definir novos códigos. Minha musa sempre foi o que as pessoas vestem na realidade", destacou Abloh ao New York Times

O diretor entra no lugar de Kim Jones, que assumiu o posto da Dior Homme.

Sucesso!!!

 

Work in progress

Disposto a tornar-se o neo Saint Laurent da moda, Virgil Abloh é o porta-voz da avassaladora geração que se apresenta questionando padrões, querendo novos statements e usando a roupa, e não a marca, como código. O movimento chama-se pós-streetwear e dominou o segmento de luxo

Por Paula Santana

Enviada especial

São Paulo – Uma nova estrela surge na constelação fashion. Ela se veste com silhuetas largas e ouve hip hop. Também curte skate. E pode ser DJ fazendo boas remixagens nas festinhas. Da rua, incorpora hoodies, tênis com aspecto vintage, t-shirts com logos sobredimensionadas. Cabe também listras e xadrezes. Parece o streetwear norte-americano dos anos 90, não? Sim, é o próprio, mas dessa vez ele cruzou continente e incrivelmente conseguiu chegar a Paris. Desde então, tem gerado o início de uma enorme mudança geracional, extraída das ruas, estimulada pelo movimento agênero e que vem tirando da zona de conforto todo o mercado de luxo. E mais, esse pós-streetwear tem um padrinho.

Ele se chama Virgil Abloh. Tem 36 anos, nasceu em Chicago, filho de imigrantes de Gana. Cursou Engenharia, Arquitetura, mas “criativamente esquizofrênico”, como mesmo se define, ele mergulhou no universo histórico da moda e… apaixonou-se. Atualmente, é considerado o homem mais influente desse segmento, fazendo com que especialistas, pesquisadores e estudiosos tentem decifrá-lo ao mesmo tempo que o admiram. Abloh foi estagiário da Fendi ao lado de Kenye West, em 2003. Desde lá, tornou-se diretor criativo e conselheiro do músico até que em 2013 lançou a sua marca, Off-White. Não tardou e ele foi o único americano a tornar-se finalista do prestigioso LVMH Prize, para jovens estilistas, em 2015. Desde então, a moda de luxo não é mais a mesma.

“Vivemos num momento em que estamos vendo a ruptura da hierarquia”, explica Abloh. "As tendências surgem da rua e o luxo não mantém o mesmo controle sobre os consumidores", diz, incorporado ao grupo que lidera a casualização da moda, ao lado de Gvasalia com a Vêtements, e Shayne Oliver da Hood By Air.

Suas referências são omni. Tornam-se uma coisa só quando condensadas e transportadas para roupa. Pode vir do passado renascentista de Caravaggio, com a sua inversão sobre a luz, ou do arquiteto holandês de Rem Koolhaas, que metaforiza o tempo atual. Na verdade, Abloh tem espírito livre, é inquieto, procura preencher as lacunas comportamentais que surgem e por isso tem sido o tradutor perspicaz da cultura jovem, as chamadas geração Y e Z.

Collabs não lhe faltam. Já colaborou para Moncler, Levi’s, Vlone e tem forte ligação com a Nike. Sem contar um namorico com a Nasa. Ele esteve na Art Basel, em Miami, lançando sua linha de móveis, e há planos de um hotel com seu selo na Ásia. Nas horas de folga, Abloh é DJ e assina como Flat White. Seu primeiro endereço nos Estados Unidos abriu recentemente no SoHo, em Nova York, além de pontos de vendas nos cinco continentes. Quando questionado, durante uma entrevista sobre o que ele pretende, ele não hesitou em responder: "Meu objetivo é criar uma casa criativa no nível de Saint Laurent.”.

Virgil Abloh esteve virtualmente em São Paulo, a convite do Grupo Iguatemi, durante o Iguatemi Talks – uma imersão para especialistas sobre as novas diretrizes para o consumo de luxo. Ele concedeu esse bate-papo com a revista GPS|Brasília por meio de uma videoconferência.

A estrutura de pensamento

Eu quero promover o trabalho que estamos fazendo com o sistema. Para mim, uma simples camiseta representa uma comunidade que se identifica com ela, e que está girando ao redor desse caminho de novas ideias. Um fato é moldável pelas pessoas que o estão vivendo. A troca é a experiência.

A transparência que domina o mercado

O meu Instagram é, praticamente, um Work In Progress (“trabalho em progresso”). Eu não estou escondendo nada pra só dizer “voilà, aqui está o produto final”. É muito mais um diário do que um jornal.

O comportamento nas mídias sociais

Bem, eu estou fazendo uma exibição no Museum of Contemporary Art aqui em Chicago, que basicamente documenta esse fenômeno, englobando as três gerações que estão vigentes hoje no mundo. O interessante é que, além da Internet, nós estamos entrando em um sistema em que ideias e tendências não vêm de cima para baixo, elas vêm de baixo para cima. Tem sido como um rio mudando o sentido de seu curso.

As pessoas estão no poder

É quem dita o que quer da marca, impedindo que ela tenha essa postura de "estão aqui nossos produtos, nós já pensamos por vocês sob a perspectiva do marketing e sabemos do que vocês precisam”. Agora, os consumidores são capacitados o suficiente para fazer suas próprias pesquisas. Eu enxergo isso como uma epifania. Esse é o momento de novas ideias influenciarem todo o resto.

As consagradas

Hoje, os consumidores podem pegar uma marca e mudá-la, dar-lhe nova identidade. É hora de dar um update e adotar outras regras. Eu não me vejo usando roupas com as quais não me identifico. Independentemente de qual for, tem de ser um diálogo. Não é só se curvar diante da ideia de marca sagrada.

A fonte vem da rua, mas a marca é de luxo

Meus produtos são feitos em fábricas nas quais as pessoas trabalham de forma saudável, em um bom ambiente, e a qualidade do tecido é de primeira categoria. É uma decisão de se fazer roupas na maior forma de arte possível. E é esse o setor que dita tendências. Então, pra mim, é uma escolha. Enxergue isso como um projeto de arte sólido e jovem.

Off-White, uma das labels mais desejadas

Não penso muito nisso, ainda sou a mesma versão de 17 anos de mim mesmo. Não é fácil, nem diferente. É a única forma que sei operar. Seria bem difícil se eu impusesse a mim mesmo essa necessidade de ter a aprovação do mundo externo. Meu processo de criação é mais parecido com o de um artista, criando pinturas em um estúdio, pouco se importando com o tempo que vai vender e por quanto dinheiro. Meu propósito está ao redor de ideias relevantes. Penso sempre que, se eu gosto, aquilo então existe, e eu me vejo realizado. Eu estou bem, contanto que eu tenha sempre uma plataforma para divulgar meu trabalho. Eu já passo tempo demais sozinho na minha própria cabeça.

Relacionamento com o público

Eu não gosto muito do conceito de comércio, ironicamente falando. A troca entre mim e as pessoas que seguem o meu projeto não é uma simples troca de dólares. Por exemplo, essa nossa conversa é de graça. Os itens que eu faço, eles representam uma ideia que é gratuita, e é isso que eu quantifico como marca.

O repentino sucesso

Eu não fico surpreso, mas eu também não tiro o mérito. Eu não registro sucesso como algo positivo. O meu cérebro é todo interligado com essa necessidade constante de preencher espaços vazios. É como água descendo uma montanha. Se algum dia eu encontrar um caminho sem saída, posso continuar por outro rumo. Em uma perspectiva maior, essa é uma nova comunidade. As pessoas sentadas nessa sala fazem parte dessa nova comunidade, a qual ainda não foi definida. Se você tem interesse nessa conversa, significa que você se interessa por um novo futuro, para o qual um jornalista ainda não deu o título.

O conflito das gerações

Eu sempre gosto de voltar no tempo. Estamos falando um pouco da geração X, tem algo entre os tempos das gerações Y e Z, mas nosso cérebro está sempre à procura de focar no agora, na unicidade. Mas nós viemos de uma história, sabe? A primeira parte da história que mais me intriga é a Renascença. Houve esse período de grande esclarecimento em que vários tipos de arte se inovaram, novas maneiras de se pensar, de pintar, de criar música. Como Caravaggio pintando luz. Em vez de tudo igualmente iluminado como se fazia, ele se permitiu pintar também a escuridão.

O impacto do seu trabalho

O Martin Margiela tem um grande impacto no meu trabalho. A premissa dele era fazer roupas de forma slim, mas você pode ver o tanto de inovação e ideias cooperativas que vieram dessa única escolha de usar roupas do dia a dia para inspirar a moda. Um dos meus designers preferidos é o Rick Owens e todo esse mundo que ele cria em que as roupas são reais e não só ideias em um desfile. Eu também me inspiro no Marcel Duchamp, que pregava que o pensar pode ser parte da arte, tanto quanto o objeto em si.

A nova era

Vivemos em uma era inclusiva. Eu estou em um “modo de troca”, sabe? Nós estamos saindo dessa época em que dizemos: “Deixe eu me esconder por trás dessas câmeras, e você responda à minha voz”. Isso não é legal. Talvez, em épocas passadas, fosse interessante ser elusivo, mas não mais. O compartilhamento é de onde vêm as ideias. É um dos motivos pelos quais eu não escondo minhas referências, pois deixar que as pessoas saibam, e aprendam, é bem mais moderno.

O streetwear veio pra ficar

100%. Eu só acho que é algo que ainda está mal definido, mas o sentimento está aqui. E tenho como minha responsabilidade identificar como isso vai aparecer em formato de passarela. É por isso que estou em Paris. Minha medida de sucesso será em 50 anos, quando analisarmos os tipos diferentes de moda ao longo da história e vermos uma página sobre streetwear. É uma das reflexões mais profundas entender que estamos coexistindo, definindo juntos o que será essa era para a moda.

Autodidata na moda

Acho que a coisa mais importante a se pensar é que o mundo tem se tornado cada vez menor, e as boas ideias sempre prevalecem. Usualmente, você teria de ir pelo ciclo da faculdade. Quanto a isso, acredito arduamente que a educação é muito importante. Eu tenho diplomas em diferentes áreas, mas a questão é ter educação superior juntamente com a subcultura. A combinação das duas é melhor do que uma ou outra.

Os padrões

Nossa geração tem a menor quantidade de impedimentos. Não vivemos esse tipo de imposição que dita, por exemplo, que trabalhemos das 9h até 17h, ou que precisemos estar pontualmente no trabalho para ser um membro produtivo da sociedade. Sinto que podemos criar nesse espaço vazio algo novo que vá se tornar o próximo padrão.


Novo amor: Brad Pitt está namorando Charlize Theron, diz jornal

Novo amor: Brad Pitt está namorando Charlize Theron, diz jornal
photo Reprodução

O affair teria começado no Natal

 

Casal perfeito? De acordo com o jornal inglês The Sun, Brad Pitt está namorando a atriz e ex-modelo sul-africana Charlize Theron. O periódico afirma que o relacionamento teve start no Natal, quando os pombinhos foram apresentados por Sean Penn, ex-marido da loira. 

“Eles estão se vendo casualmente há quase um mês. Eles eram amigos há um tempo, ironicamente apresentados por Sean Penn, e as coisas evoluíram”, declarou uma fonte ao jornal.

Se os boatos forem verdadeiros, esse é o primeiro relacionamento público de Pitt desde que ele se divorciou de Angelina Jolie, em setembro de 2016. Pitt e Jolie têm seis herdeiros juntos. Já Charlize tem dois filhos adotados.

Rixa

Angelina e Theron, inclusive, têm uma rixa de longa data. Segundo a imprensa, as duas atrizes não se suportam por questões profissionais. A história que rola solta em Hollywood é de que elas disputam os mesmos papéis há anos. 

Em 2017, por exemplo, Angelina teria sido convidada para fazer A Noiva de Frankenstein e Charlize ficou como a segunda opção, protagonizando o filme caso a morena declina-se. Nos bastidores dos estúdios, o burburinho era de que a ex de Brad Pitt não tinha interesse no longa, mas enrolou o máximo que pôde para dar sua resposta. Isso só para irritar Theron, que aguardava ansiosamente para saber se iria ou não ser chamada.

“O festival de ódio entre essas duas começou há muito tempo e não vai parar”, informou uma fonte ao site Radar. “É como se os diretores quisessem jogar uma contra a outra, balançando um roteiro para as duas e deixando-as a brigar por ele.” Bafão!