GPS Lifetime GPS Lifetime

Primeira edição da Vegan Fashion Week tem como sede Los Angeles

Primeira edição da Vegan Fashion Week tem como sede Los Angeles
photo Reprodução

O evento fashionista busca incentivar a moda consciente a fim de acabar com a exploração animal no segmento

 

O número de grifes que passou a fazer parte do movimento fake-fur (pele falsa) nos últimos anos cresceu expressivamente. O pioneirismo de Stella McCartney em não usar material de origem animal foi adotado pela Chanel, Gucci, Versace, Diane von Furstenberg, Burberry, Coach e até pela Semana de Moda de Londres. Todas decidiram banir o uso de pele legítima de suas coleções.

Defensora de causas animais, a ativista Emmanuelle Rienda decidiu criar um evento direcionado ao movimento “fake fur”. Com ideias e mãos à obra, ela lançará a primeira Vegan Fashion Week em fevereiro. A cidade escolhida para sediar a semana foi Los Angeles que, recentemente, adotou legislação para proibir a fabricação e venda de peças feitas em couro.

Peça da etiqueta Stella McCartney

Em entrevista à revista VegNews, Emmanuelle disse que busca estimular a moda consciente, além de atuar para acabar com a exploração animal no segmento. “Quero iniciar conversas e debates dentro da indústria, educando, elevando e estabelecendo conexões entre nossos valores mais importantes: respeito pela vida humana, pelos direitos dos animais e pelo meio ambiente”, declarou.

Com o slogan “cruelty-free é o novo luxo”, o evento terá duração de quatro dias – de 1º a 4 de fevereiro. A fashion week unirá moda e ativismo, com vários designers que prezam pela ética consciente na passarela. O line-up será divulgado em 21 de janeiro. Mas, já anunciaram apresentações e exibição da evolução da moda vegana. Bela iniciativa!




Saiba mais: Coach elimina pele animal de suas coleções

Mais uma label entrou para o squad de etiquetas que não usará mais pele animal em suas coleções. A norte-americana Coach anunciou nesta terça, 23, que aderiu à tendência consciente fake fur (pele falsa). E, segundo o executivo-chefe da maisonJoshua Schulman, a decisão já deveria ter sido feita. “Fizemos isso porque acreditamos que é a coisa certa a fazer”.

Embora algumas peças da grife ainda tenha lã de cordeiro ou ovelha, mohair e angorá. Depois do anúncio, todos os tipos de pele, como coiote, raposa e coelho, não serão mais usados nas novas criações. Fundada em 1941, a Coach ganhou os looks e closets das fashionistas por apostar em peças e acessórios em couro.

Coach se une a outras grifes mais clássicas – Gucci, Givenchy, Michael Kors, Versace e Burberry –, que já se comprometeram a abandonar o material de origem animal. Em setembro, a London Fashion Week passou a fazer parte do movimento cruelty-free e se tornou a primeira semana de moda a ficar completamente livre de peles. 

Selena Gomez embaixadora da maison

Schulman revelou que o movimento é em resposta à demanda de funcionários e consumidores, os quais estão preocupados com a preservação do planeta. “Entendemos que era importante para eles que nos posicionássemos sobre essa questão”, disse o executivo em entrevista ao Business of Fashion.

Para distinguir uma pele falsa de uma legítima, é preciso colocar o material em contato com o fogo. Na situação, os pelos animais se queimam, enquanto as fibras sintéticas derretem. Dentre os itens-desejo da marca estão as bolsas. Algumas bags foram até assinadas por Selena Gomez. Embaixadora da Coach, a cantora e atriz foi responsável por criar coleções-cápsulas de sucesso. Bela iniciativa!


Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional

Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional
collaborated Agência Brasil

Presidente defenderá reformas e compromisso com a democracia

 

Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, o presidente Jair Bolsonaro embarca neste domingo, 20, às 22h, para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Ele viajará acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado. Na estreia de Bolsonaro no exterior, o governo pretende vender a empresários e a políticos a imagem de que a economia brasileira está modernizando-se, com abertura comercial, segurança jurídica para os investidores externos e reformas estruturais.

O presidente pode discursar na terça-feira, 22, num painel sobre a crise na Venezuela, e tem até 45 minutos reservados para falar na sessão plenária do fórum às 11h30 de quarta-feira, 23, no horário local, 8h30 em Brasília. Bolsonaro também pode discursar no painel O Futuro do Brasil, marcado para logo após a sessão plenária.

Na noite de terça, o presidente terá um jantar privado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Para quarta-feira, 24, está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial neste ano. Em seguida, a comitiva retorna para Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na manhã de quinta-feira, 25.




Ministros

Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros bilaterais com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno; e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes informará que o Brasil pretende dobrar os investimentos (público e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A abertura comercial defendida por Guedes ocorreria de forma gradual, acompanhada de um programa de desburocratização e de redução de impostos para empresas para não sacrificar a indústria brasileira. A diminuição de tributos seria financiada por privatizações e pelas reformas que conterão ou reduzirão os gastos públicos nos próximos anos.