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Brechó de luxo Bonne Affaire se consagra em BsB e quebra rótulos

Brechó de luxo Bonne Affaire se consagra em BsB e quebra rótulos
photo Luara Baggi

 Bonne Affaire celebra um ano de sucesso e anuncia e-commerce e etiqueta própria 

 

O que começou com ares intimistas alçou novos voos e aterrissou com êxito na Galeria do Gilberto Salomão, em junho do ano passado. Batizado de “Bonne Affaire” – tradução do francês bom sucesso –, o point fashionista se consagra na capital por reunir grandes etiquetas.

Capitaneado por Heliodora Barral e pela filha, Isadora Carvalho, o espaço agrega, nas araras, peças de edições limitadas da Chanel, Louis Vuitton, Gucci, Dolce & Gabbana, Versace, Celine, Moschino, entre outras. Le Lis Blanc e Mara Mac são as brasileiras que compõem o portfólio de grifes.

Para o nome do spot, a matriarca buscou inspiração no país pelo qual tem apreço, paixão e vários carimbos no passaporte: a França.

História

Visitação com hora marcada, acervo pequeno e sala em tamanho "mini" ficaram para trás. No entanto, tais particularidades marcaram o início da história do empreendimento. 

Antes de abrir as portas no centro comercial, Heliodora deu o start do negócio voltado ao consumo consciente na QI 23 do Setor de Mansões Dom Bosco. Lá, por quase três anos, ela acolheu as clientes - ou melhor, amigas - que fizera depois de horas de conversa ao mostrar os itens à venda.

“Gostávamos de deixar todos à vontade. Quando recebíamos as pessoas, ficávamos até o tardar da noite conversando. Por fim, fizemos boas amizades”, destaca Isadora.

 

Na pequena sala, exibiam um acervo de bolsas Prada, Hermès e Lanvin de embaixatrizes e amigas íntimas de Heliodora. Além de desapegar dos itens, elas marcavam presença no diminuto ambiente para renovar o closet. O que era apenas um encontro entre pessoas próximas tomou grandes proporções.

O número de clientes aumentou significativamente, afinal, comprar as peças com curadoria das empresárias era vantajoso. A partir daí, Heliodora sentiu a necessidade de receber as fidèles em local maior, decisão que a filha, Isadora, apoiou por completo.




Curadoria

Para chamar a atenção da clientela, as empresárias apostaram em trabalhar com labels de luxo – característica que, segundo elas, “enchem os olhos das fidèles”. Dentre os itens mais cobiçados estão bolsas e sapatos. Entretanto, antes das peças fazerem sucesso nos looks da clientela, é necessário que cada roupa, acessório ou sapato passe pelo processo de curadoria. “Precisamos ver a legitimidade da peça, se é verdadeira ou não”, enfatiza.

De todos os itens recebidos para análise, as bolsas exigem maior cuidado e olho clínico, técnica dominada por Heliodora. O processo de verificação das bags leva mais tempo. Por vezes. chegou a durar uma semana. “Temos que ver direitinho se tem algum defeito”, explica Isadora. Em roupas e sapatos, o tempo de avaliação diminui para duas horas, no máximo.

Depois da curadoria criteriosa, elas dão início a outro passo do processo: pesquisa de mercado em outros brechós e até em lojas. O motivo? Não cobrar preços exorbitantes em itens seminovos. Quando o consignante dá o veredito sobre a venda, a última etapa fica por conta da higienização.

Isadora Carvalho destaca que a rígida verificação de legitimidade dos desapegos é uma forma de desmistificar o receio de comprar em brechó. No entanto, o cliente ainda não se sente confortável em adquirir algo que já traz uma história. Sendo assim, Heliodora e Isadora vão às raízes do produto.

Origem, composição, propriedade e exclusividade dão o tom de apresentação da peça que, muitas vezes, em longo prazo se torna um investimento por carregar o título de ‘item de colecionador’.

“Porque o brechó tem isso, você encontra peças que jamais achará em outro lugar”, acrescenta Isadora.

Um exemplo de edição limitada é a bolsa transparente de praia da Louis Vuitton que traz, junto a ela, uma toalha personalizada. Criado em 2000, o kit verde e amarelo celebrou os 500 anos de descobrimento do Brasil. Em homenagem à data, foram produzidas somente 500 unidades do combo de atmosfera abrasileirada.

Isadora faz uma conexão entre a essência de exclusividade com a coleção da LV: “peças assim esgotam rápido na loja. As fidèles ficaram com o desejo de comprar. Isso chama atenção, as pessoas gostam de ter itens únicos.”

De acordo com as empresárias, o Bonne Affaire cativou os clientes que adotaram o consumo consciente como modo de vida. Tais pessoas criaram uma relação forte com os brechós do exterior e, ao voltarem para Brasília, deram continuidade a experiência com os spots da capital.

As proprietárias contam que a aquisição de desapegos virou costume na Europa. Por isso, na capital, pretendem “quebrar rótulos ao apresentar produtos de qualidade a preço acessível."

Novos projetos

Com o sucesso de atuação no ambiente físico, mãe e filha decidiram migrar para o meio digital. O projeto do site está em construção e deve ir ao ar em todo o Brasil até março. O objetivo é ter maior número de vendas e disseminar a tendência do consumo consciente.

Em menos de um ano de Bonne Affaire, Heliodora e Isadora desenvolveram uma marca própria: a BA Luxo. O passo considerável foi colocado em prática sem alarde, pois elas têm estudado as preferências das clientes para criar as peças. “Estamos conhecendo nosso público agora. Não tem como saber o que vai agradar, por isso, temos feito tentativas”, revelou Isadora.

A etiqueta é especializada em saias e vestidos, que seguem o mood elegante com a pegada social chic. Inspirados em coleções da Gucci e da Dolce & Gabbana, os dresses são ideais para qualquer ocasião e podem ser usados em lugares como trabalho e happening com os amigos.  

Peças disponíveis no Bonne Affaire

*** Colaborou Marina Ferreira


Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional

Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional
collaborated Agência Brasil

Presidente defenderá reformas e compromisso com a democracia

 

Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, o presidente Jair Bolsonaro embarca neste domingo, 20, às 22h, para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Ele viajará acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado. Na estreia de Bolsonaro no exterior, o governo pretende vender a empresários e a políticos a imagem de que a economia brasileira está modernizando-se, com abertura comercial, segurança jurídica para os investidores externos e reformas estruturais.

O presidente pode discursar na terça-feira, 22, num painel sobre a crise na Venezuela, e tem até 45 minutos reservados para falar na sessão plenária do fórum às 11h30 de quarta-feira, 23, no horário local, 8h30 em Brasília. Bolsonaro também pode discursar no painel O Futuro do Brasil, marcado para logo após a sessão plenária.

Na noite de terça, o presidente terá um jantar privado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Para quarta-feira, 24, está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial neste ano. Em seguida, a comitiva retorna para Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na manhã de quinta-feira, 25.




Ministros

Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros bilaterais com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno; e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes informará que o Brasil pretende dobrar os investimentos (público e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A abertura comercial defendida por Guedes ocorreria de forma gradual, acompanhada de um programa de desburocratização e de redução de impostos para empresas para não sacrificar a indústria brasileira. A diminuição de tributos seria financiada por privatizações e pelas reformas que conterão ou reduzirão os gastos públicos nos próximos anos.