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Em alta, podcasts viram poderosa ferramenta de comunicação

Em alta, podcasts viram poderosa ferramenta de comunicação
collaborated Rebeca Oliveira

Série baseada em um podcast foi indicada ao Globo de Ouro e demonstra novo fôlego do formato na cultura e na comunicação

 

A série Homecoming pode não ter levado o Globo de Ouro mas, ainda assim, acumula diversas razões para receber atenção do público. Uma delas é que a produção da Amazon, estrelada por Julia Roberts, foi inspirada em um podcast do canal Gimlet.

A original tem no elenco os conhecidos atores Catherine Keener (de Quero Ser John Malkovich) e David Schwimmer (o famoso Ross, do seriado Friends), uma prova de que o formatou deixou de ser visto como algo secundário e passou a ter papel de protagonista na cultura e na comunicação, para além de seu uso como ferramenta de aprendizagem.

Esse tipo de plataforma teve boom no início dos anos 2000 e parece viver seu melhor momento na atualidade. Não à toa, desde outubro do ano passado o Spotify criou, dentro da plataforma de streaming, um espaço para a postagem de podcasts.  

A ideia é que, assim como o YouTube, essa forma de se comunicar passe a ter os próprios creators, como youtubers e instagramers. O Jogo de Damas, para citar um exemplo, é criação do Spotify, e comprovou que o investimento valeu a pena. Na atração, grandes nomes da comunicação falam sobre carreira, empreendedorismo e novos negócios.

Plataformas operacionais, como o Android e Apple, já tem espaço próprio para ouvir as "histórias narradas", que muito se assemelham às antigas radionovelas.

Desbravadores, podcasts como Um Milkshake Chamado Wanda e Mamilos, por exemplo, falam de assuntos que vão de cultura pop a depressão. Órgãos como o Ministério da Saúde também têm programas em voz.

A lógica para o sucesso, aparentemente, é simples. Podcasts podem ser escutados em qualquer lugar e permitem ser associados a atividades paralelas. Na academia, na fila do banco ou no sofá de casa. Podem ter temas variados e fácil acesso (basta ter um fone de ouvido e um celular, meio usado por mais de 90% das pessoas que acessam podcasts, segundo a  Associação Brasileira de Podcaster).

 

 




Abaixo, o GPS|Lifetime indica quatro podcasts que valem seu tempo:

 

Café da Manhã

Iniciativa recente do jornal paulista Folha de SP, comenta, todos os dias, as notícias e fatos para ficar de olho, com uma análise leve e linguagem acessível.

 

Café Brasil

Da cultura ao comportamento. Vários assuntos são abordados em um dos mais relevantes podcasts produzidos no país.  

 

Mamilos

Não foge de polêmica e traz à tona as questões mais discutidas da semana.

 

Nerdcast

Curte cultura geek? Este é o canal em que vai se sentir em casa.


Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional

Bolsonaro embarca hoje para Davos, em sua 1ª viagem internacional
collaborated Agência Brasil

Presidente defenderá reformas e compromisso com a democracia

 

Com uma agenda voltada para a defesa da abertura econômica, do combate à corrupção e do compromisso com a democracia, o presidente Jair Bolsonaro embarca neste domingo, 20, às 22h, para Davos, na Suíça, onde participará do Fórum Econômico Mundial. Ele viajará acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Em sua 39ª edição, o Fórum Econômico Mundial reúne a elite política e econômica global para discutir a conjuntura mundial e estimular a cooperação entre governos e o setor privado. Na estreia de Bolsonaro no exterior, o governo pretende vender a empresários e a políticos a imagem de que a economia brasileira está modernizando-se, com abertura comercial, segurança jurídica para os investidores externos e reformas estruturais.

O presidente pode discursar na terça-feira, 22, num painel sobre a crise na Venezuela, e tem até 45 minutos reservados para falar na sessão plenária do fórum às 11h30 de quarta-feira, 23, no horário local, 8h30 em Brasília. Bolsonaro também pode discursar no painel O Futuro do Brasil, marcado para logo após a sessão plenária.

Na noite de terça, o presidente terá um jantar privado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Para quarta-feira, 24, está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial neste ano. Em seguida, a comitiva retorna para Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na manhã de quinta-feira, 25.




Ministros

Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros bilaterais com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno; e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.

Segundo o Ministério da Economia, Guedes informará que o Brasil pretende dobrar os investimentos (público e privados) em pesquisa, tecnologia e inovação nos próximos quatro anos e a corrente de comércio – soma de importações e exportações – de 22% para 30% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país).

A abertura comercial defendida por Guedes ocorreria de forma gradual, acompanhada de um programa de desburocratização e de redução de impostos para empresas para não sacrificar a indústria brasileira. A diminuição de tributos seria financiada por privatizações e pelas reformas que conterão ou reduzirão os gastos públicos nos próximos anos.