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Da África sempre há novidades! GPS|Lifetime conversa com curador da mostra "Ex Africa"

Da África sempre há novidades! GPS|Lifetime conversa com curador da mostra "Ex Africa"
collaborated Roberta Pinheiro
photo Cortesia

"A arte contemporânea africana tem a vantagem de não precisar atender a nenhum cânone e poder orientar-se unicamente pelo aqui e agora", comenta o curador da exposição, Alfons Hug

Até o dia 21 de outubro, o público poderá desfrutar da maior exposição de arte contemporânea africana realizada no Brasil. Ex Africa invadiu o Centro Cultural Banco do Brasil-DF com mais de 90 obras dos principais nomes das artes visuais do continente, incluindo dois brasileiros. Para o curador Alfons Hug, a mostra acontece em um momento no qual a questão afro-brasileira ganha mais visibilidade do nunca - daí, talvez, venha a razão do sucesso da exposição.

A África foi o último continente a entrar no universo da produção artística e agora integra esse cenário com a sua diversidade de encontros culturais, interações, processos de intercâmbios e aculturações. Mais do que revelar traços do continente, a mostra quebra preconceitos longamente estabelecidos: de um lado, o estigma do artesanato e, de outro, as referências etnológicas.  

O GPS|Lifetime conversou com Alfons e revela o que esperar de Ex Africa:

O que destacaria na exposição? O que é imperdível?

A obra de Ibrahim Mahama é, certamente, um dos destaques da mostra Ex Africa, não só pela sua magnitude, mas pela sensibilidade e originalidade na escolha dos materiais usados. Ibrahim, que já participou da Bienal de Veneza e da Documenta de Kassel, é um dos nomes a serem levados em consideração quando se fala da arte africana no futuro. Também destaco a fotografia que, ao lado da escultura, talvez seja o grande destaque da arte africana atual.  São nomes como Kudzanai Chiurai (Zimbabue), Leonce Raphael Agbodjelou (Benim) e Omar Victor Diop (Senegal ).   

Ex Africa semper aliquid novi (da África sempre há novidades a reportar) - Qual a novidade que a África tem para contar e você traz na mostra?

A África moderna está vivendo a compressão do tempo como nenhum outro continente. Mal completou 50 anos e é apenas um pouco mais velha do que a média de sua população atual. Ao mesmo tempo, ainda não se abriu completamente à industrialização; de fato, grande parte da atividade econômica até hoje é realizada por meio de escambo. 

Nos centros urbanos percebe-se nitidamente um vigoroso aumento da produção artística. O último continente a entrar nesse universo, a África agora também faz parte da cena artística global, com todas as vantagens e desvantagens que isso traz. ​ 

Como definiria a arte africana?

Não deveria surpreender que um continente com as dimensões da África tenha produzido uma enormidade de arquivos artísticos com raízes em pelo menos três legados: a cultura nativa, o cristianismo e o islamismo. Como mostra o exemplo da Nigéria, eles convivem em um espaço bastante reduzido. Os países do Golfo da Guiné abrigam não apenas mil diferentes grupos étnicos e idiomas, como também incluem elementos anglófonos, francófonos, lusófonos e árabes. 

Entre o Senegal e a África do Sul, o Sudão e Angola, a identidade africana moderna é marcada por uma diversidade de encontros culturais e interações, por processos de intercâmbio e aculturações. Se, inicialmente, esses processos diziam respeito à Europa e à América, hoje, e acompanhando a globalização, também se estendem a outras partes do mundo.

Logo, a arte africana movimenta-se na zona de tensão entre diversos arquivos: tradicionais e modernos, coloniais e pós-coloniais, locais e globais, cosmopolitas e aqueles influenciados pela diáspora. 

Na verdade, a cena artística africana teve um bom desenvolvimento, nas últimas décadas, em quase todos os países, sendo que África do Sul, Nigéria, Congo e Angola se destacam em nível internacional. 

A arte contemporânea africana, desse modo, deu as costas a dois preconceitos longamente estabelecidos; por um lado, o estigma do artesanato e, por outro, as referências etnográficas.

Qual foi a sua estratégia curatorial?

O critério é sempre o mesmo: qualidade da obra e relevância dentro do discurso contemporâneo. Os artistas de Ex Africa foram selecionados de acordo com a qualidade da obra, a relevância dentro do discurso contemporâneo e a afinidade com o tema. 

A que acredita que deve o sucesso da mostra?

No Brasil, existe uma afinidade especial com a África devido aos vínculos históricos nos últimos 500 anos. A exposição acontece em um momento em que a herança africana volta a estar em evidência e em que a comunidade afrodescendente conquista cada vez mais espaço na cultura. 

Qual a mensagem que quer passar com o conteúdo que trouxe?

O público poderá notar que arte contemporânea africana deu as costas a dois preconceitos longamente estabelecidos; de um lado, o estigma do artesanato e, de outro, as referências etnológicas. O continente encontra-se em um permanente processo de renovação criativa e, em contraste com a arte ocidental, inserida ou até quase engessada em uma sequência estrita de tendências estilísticas; a arte contemporânea africana tem a vantagem de não precisar atender a nenhum cânone e poder orientar-se unicamente pelo aqui e agora. Para tanto, lança mão dos materiais disponíveis a cada momento, permeando todos os meios da arte. 

 


Nova geração: jovens do clã Bittar expandem business da família

Nova geração: jovens do clã Bittar expandem business da família
collaborated Bruna Nardelli
photo Luara Baggi

Sob o comando de Valéria, Lucas e Marcelo, lavanderia doméstica AcquaFlash chega ao mercado com a promessa de conquistar até os clientes mais exigentes

 

A família Bittar é detentora de um verdadeiro império hoteleiro, mas sua veia empreendedora não para por aí! Além dos oito hotéis espalhados por Brasília, o clã comanda uma das maiores redes de lavanderia indústrial da cidade, empresa criada justamente para atender a alta demanda das hospedarias. Pensando em aproveitar a experiência de mais de 15 anos no ramo e expandir o business dos antecessores, os jovens Valéria, Lucas e Marcelo - filhos de Claúdia Bittar e Luiz Elbel - se uniram para inaugurar a AcquaFlash Dia a Dia, lavanderia doméstica que acaba de abrir as portas na Asa Norte. 

Com maquinário de última geração e equipe altamente gabaritada, a ideia do trio é proporcionar um atendimento de qualidade aos clientes. "Conhecemos diversas histórias de pessoas que não têm confiança em lavanderias locais, preferindo lavar suas roupas mais delicadas em lojas de São Paulo", revela Marcelo. "Nosso objetivo, então, é oferecer um atendimento à altura dos brasilienses, proporcionando uma empresa onde eles possam deixar, em segurança, desde uma camisa simples até uma peça de alto luxo", complementa Lucas. 

 

 

Um dos destaques da store é a Wet Cleaning, conhecida como a evolução da lavagem à seco. "É uma técnica moderna extremamente eficaz que evita qualquer dano à peça. Com ela, é possível tirar manchas profundas sem causar desbotamento ou deformação", explica Marcelo. Por economizar litros de água e dispensar o uso de diversos produtos, o método ainda é mais sustentável do que os demais. 

Além de higienização, a AcquaFlash oferece pequenos reparos, como bainha de calças, restauração de sapatos e hidratação de peças de couro. "Em breve, estaremos disponibilizando também um serviço de delivery", revela Lucas, que afirma ter ainda mais planos para o recém-lançado empreendimento. "A intenção é, daqui alguns anos, abrir unidades em outros locais da cidade, como Asa Sul, Sudoeste e Lago Sul". Sucesso! 

 

Serviço

AcquaFlash Dia a Dia

Telefone: 3877-0018

Endereço: EQN 406/407 Bloco A Loja 162 | Asa Norte

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 7h às 20h; aos sábados, de 9h às 16h