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Além dos jardins: últimos dias para conferir mostra de Burle Marx

Além dos jardins: últimos dias para conferir mostra de Burle Marx
collaborated Roberta Pinheiro
photo Bruno Cavalcanti

A exposição, que fica em cartaz até dia 8 de dezembro na Pé Palito Antiquário & Arte, apresenta os trabalhos do paisagista em litografias. Além de paisagista, Burle Marx foi pintor, escultor, cenografista, tapeceiro e joalheiro

 

Da menor à maior escala. Do papel ao 3D. Dos tapetes para as joias. Multifacetado, Roberto Burle Marx transitou por diversas linguagens. Foi pintor, escultor, cenografista, tapeceiro e, sobretudo, paisagista. Apesar das múltiplas expressões, em todas elas o paulistano imprimiu sua influência cubista, a liberdade das cores, a fluidez dos traços e uma visão aérea.

Brasília reúne um acervo valioso de obras primas do paisagista a céu aberto. A lista é extensa: jardins do Palácio do Itamaraty, do Palácio da Justiça, do Palácio do Jaburu, do Teatro Nacional, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Praça das Fontes, no Parque da Cidade, e da Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano. Sem esquecer da bucólica Superquadra 308 Sul e das áreas verdes das embaixadas da Alemanha, dos Estados Unidos, do Irã e da Bélgica.
 


Palácio do Itamaraty

 


Superquadra 308 Sul


Praça dos Cristais

Até o dia 8 de dezembro soma-se ao repertório a exposição Roberto Burle Marx Litografias, que acontece na Pé Palito Antiquário & Arte no shopping Iguatemi Brasília. De acordo com Marcelo Lima, a mostra é resultado de uma coincidência, "das boas que acontecem na vida". "Fui apresentado a Patricia Motta, amiga pessoal de Burle Marx. Com ela, ele aprendeu a técnica da litografia. Se encantou e produziu mais de 100 no decorrer da carreira. A exposição é uma oportunidade única que surgiu de uma conversa. Sempre fui muito fã do trabalho dele, não só do paisagismo. Fiz uma proposta despretensiosa, sem acreditar muito, e ela aceitou", relembra.

A mostra reúne 45 gravuras de Burle Marx, sendo duas em ponta seca - técnica na qual se desenha, diretamente na placa de metal, riscando com uma ponta de aço - e 43 litografias - impressão que utiliza uma pedra calcária de grão muito fino e baseia-se na repulsão entre a água e substâncias gordurosas. Conhecido por uma personalidade receptiva e acolhedora, uma imagem de Burle Marx recepciona os visitantes logo na entrada do antiquário. Cabelos grisalhos, óculos redondos e bigode branco. Um típico retrato do artista.

O espaço não é uma galeria comum. Além do cunho comercial, os desenhos do paisagista dialogam diretamente com o mobiliário dos anos 1950 e 1960 e com outras obras de arte de artistas brasileiros. Marcelo e sua equipe montaram a expografia da mostra com uma proposta despojada, convidativa e independente da compra - todas as obras estão à venda. A ideia é instigar os visitantes a conhecerem um trabalho diferente de Burle Marx e trocarem conhecimentos. "Independente do nome, acho que a pessoa se encanta com o olhar, se identifica. Foi dessa forma que me encantei com a arte dele. Minha sogra é paisagista, sempre falou muito de Burle Marx e tinha muitos livros. Vendo tudo aquilo ali me encantei de imediato", relembra.


Para o paulistano com alma tropical, seus jardins e suas produções plásticas dialogam de modo a não haver diferenças estéticas entre objeto-pintura e objeto-paisagem, mudando apenas os meios de expressões. "Vejo nos trabalhos dele uma correlação muito próxima. Consigo ver na litografia o projeto de paisagismo, uma visão aérea. Ele imprime a identidade dele e, na obra, isso é identificado imediatamente", comenta Marcelo.

Cada desenho é resultado da genialidade de Burle Marx e também de uma essência exploradora do artista - ele se tornou um dos maiores colecionadores de plantas do Brasil. Uma mesma litografia ganha cores e sombreados diferentes, indo da fase azul de Picasso até uma mistura de vermelho, verde, azul, branco e preto. O artista gostava de testar.


Filho de judeu alemão e mãe pernambucana, o paisagista sempre foi um apaixonado pelo país tupiniquim. Burle Marx desfrutava não apenas da flora nativa, como também das cores tropicais e do que era essencialmente nativo e popular. Não à toa, seus desenhos resgatam traços da xilogravura - gravura em madeira -, frequentemente utilizada para ilustrar textos da literatura de cordel. Contudo, nos trabalhos do paisagista, ele abusa do abstrato para permitir ao leitor ter a liberdade do olhar e da imaginação.

 

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Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980

Calendário MetaFísicos 2019 se inspira na estética dos anos 1980
collaborated Redação
photo Cortesia

Em primeira mão, o GPS|Lifetime revela alguns cliques do badalado calendário. O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel, e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do portal, Paula Santana

 

Neon trend! A clínica MetaFísicos apresenta hoje, 15, a edição 2019 do seu badalado calendário. Com exclusividade, o GPS|Lifetime mostra alguns cliques da produção. Ao todo, 23 pacientes do nutricionista Clayton Camargo posaram de acordo com o tema 'Neon'.

A temática revive a estética dos anos 1980, resgatando o ritmo frenético da ginástica de academia, com muita acrobacia, comum àquela época. Entre os musos e as musas desta edição estão o arquiteto Clay Rodrigues e o manager Bruno Mello

Para realizar o projeto, 37 participaram de todo o processo. Além dos modelos, 14 profissionais de backstage, como produtor, fotógrafo, cinegrafista, apoio logístico, pessoal de cabelo e maquiagem estiveram envolvidos. 

O time de estrelas de cada edição é escolhido dentre aqueles pacientes que superaram o desafio de emagrecer ao adotarem um estilo de vida saudável, com alimentação e exercícios físicos. Com o anuário, o nutricionista espera que os modelos se tornem fonte de inspiração para quem busca qualidade de vida.

O lançamento acontece neste sábado, 15, no B Hotel e tem como mestre de cerimônia a diretora de conteúdo do GPS|Lifetime, Paula Santana.

 

 




Leia também: MetaFísicos no ar: Clayton Camargos e Sérgio Morum falam sobre famoso "bumbum na nuca"

Uma febre nacional, o famoso "bumbum na nuca" é tema do segundo episódio de Metafísicos no ar, série desenvolvida por Clayton Camargos e o cirurgião plástico Sérgio Morum, sócios da clínica Metafísicos, em parceria com o videomaker Pedro Lino. O programa trata de saúde, exercícios e bem-estar e, esta semana, se debruça sobre a paixão das brasileiras (e, por quê não, os brasileiros).