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Zoológico de Brasília oferece vivência sensorial para grupos especiais

Zoológico de Brasília oferece vivência sensorial para grupos especiais
collaborated Redação
photo Reprodução/Pedro Ventura/Agência Brasília

Uma visitação sensorial, interativa e inclusiva. Essa é a premissa do projeto Zoo com Vivências, que a Fundação Jardim Zoológico de Brasília promove há dez anos. A ideia é proporcionar uma experiência única a quem tenha alguma limitação — de idade ou deficiência física. Também podem participar dependentes químicos, adolescentes em conflito com a lei, em tratamento médico-hospitalar e qualquer pessoa que necessite de atendimento especial.

As atividades são elaboradas de acordo com as necessidades de cada grupo — neste primeiro semestre, já foram 40. Na quinta-feira, 21, foi a vez de os alunos do Centro de Ensino Especial 1 de Brasília conhecerem a iniciativa. Treze estudantes com deficiências múltiplas passearam pelo Zoológico de Brasília e tiveram contato mais próximo com os animais. A visitação foi guiada por dois profissionais da fundação, com o auxílio de dois voluntários.

No borboletário, por exemplo, eles entraram no recinto e interagiram com as borboletas. Acompanhados das professoras, conheceram ainda várias espécies do Cerrado nos respectivos recintos e, no Museu do Zoo, tocaram em alguns no acervo de taxidermizados (empalhados).

Ao fim do passeio, com a ajuda de uma funcionária do Zoológico, puderam pegar em espécies ainda pequenas, como jacaré, jabuti e cobra-do-milho. Em ambiente controlado, sentiram a textura e a temperatura dos bichos e interagiram com eles.

Para a vice-diretora da escola, Ana Paula Ventori de Oliveira, que acompanhou as crianças, essa proximidade com os bichos contribui para superar medos. “A maioria nunca imaginou tocar em um. Elas vão criando confiança e, quando chegarem à escola, vão reconhecer e poder concretizar o conhecimento”, ressalta.

Já a coordenadora do projeto, Maria Torres, destaca a importância do aspecto social. “Para muitos, esse é o primeiro contato com os animais.” Além disso, avalia a servidora do zoo, o caráter inclusivo permite que os alunos se aproximem e tenham uma percepção de forma diferenciada.

A diretora de Educação Ambiental do Zoológico, Ana Lucia Dias Teixeira, conta que toda a programação é feita com abordagens que atendam a todas as especificidades, como dificuldades para se locomover, deficiência visual ou autismo.

Além da visita guiada, os roteiros incluem atrações como: teatro de fantoches, ecoteca (espaço para jogos e atividades culturais, lúdicas e pedagógicas), oficinas de produção e plantio de mudas, pintura ou colagem para trabalhar a coordenação motora (Bicho com Arte), exposição e atividades sensoriais com o acervo taxidermizado no Museu de Ciências Naturais e no serpentário.

Como participar do Zoo com Vivências

A participação no projeto é gratuita e para grupos de, no máximo, 30 pessoas, já incluídos os acompanhantes. Pessoas com deficiência e idosos têm direito a um acompanhante cada um. Os interessados devem entrar em contato com a Diretoria de Educação Ambiental, pelo telefone (61) 3445-7007, para o pré-agendamento, um mês antes da data pretendida, no mínimo.

O solicitante receberá no e-mail informado o regulamento, as opções de roteiros disponíveis e o formulário de agendamento, que terá de ser preenchido e reenviado para o e-mail: atendimento.deam@gmail.com. Em seguida, o coordenador do projeto entrará em contato para confirmar. Caso a instituição precise cancelar o evento, pede-se para que avise com a máxima antecedência possível pelo mesmo telefone do pré-agendamento.

 


João de Deus recorrerá ao STJ para tentar prisão domiciliar

João de Deus recorrerá ao STJ para tentar prisão domiciliar
collaborated Agência Brasil

A defesa quer tentar reverter a prisão do médium

 

A defesa do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, de 76 anos, preso há quatro dias, recorrerá nesta quarta-feira, 19, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a prisão preventiva em prisão domiciliar com tornozeleira. O recurso ocorre após a Justiça de Goiás negar o habeas corpus impetrado pelos advogados.

"Apenas a liminar foi apreciada e negada. O julgamento final do habeas [corpus] deverá se dar após o recesso. Discordamos da decisão e vamos recorrer ao STJ", afirmou o advogado Alberto Toron, em nota à imprensa.

Segundo o advogado, é preciso levar em conta a idade avançada e o estado de saúde do médium. Também deve ser considerado, de acordo com a defesa, o fato de o médium ter se apresentado espontaneamente à polícia e prestado esclarecimentos.

Pelo terceiro dia consecutivo, João de Deus passou a noite em uma cela de 16 metros quadrados com pia e vaso sanitário, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.




Denúncias

O pedido de prisão preventiva foi decretado com base em 15 denúncias já formalizadas em Goiânia, todas por crimes sexuais. Desde a semana passada, a força-tarefa do Ministério Público de Goiás recebeu 506 relatos de crimes sexuais atribuídos ao médium.

Para o promotor Luciano Miranda, que integra a força-tarefa que investiga as acusações, o médium é suspeito da prática de pelo menos três crimes: estupro de vulnerável, estupro e violação sexual.

Ontem, 18, policiais federais, que fazem parte do grupo de força-tarefa, cumpriram mandados de busca e apreensão na Casa Dom Inácio Loyola, onde João de Deus fazia os atendimentos espiritualistas. Eles revistaram as partes internas, administrativa e os locais de oração.

Os policiais deixaram o centro espiritualista com documentos. Eles também foram a uma residência, apontada como propriedade do médium, onde recolheram armas e dinheiro, segundo informações preliminares.

Detalhes

A TV Anhaguera, de Goiânia, teve acesso ao pedido da Justiça de prisão preventiva com base nas investigações policiais. O texto menciona que o médium “se aproveitava” de “mulheres fragilizadas” e que em alguns casos houve “penetração”.

Também cita João de Deus com um  “comportamento padronizado” nas agressões sexuais e que ele criava uma “atmosfera intimidatória” para abusar das vítimas.