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Missão da Unesco faz primeira visita ao Museu Nacional

Missão da Unesco faz primeira visita ao Museu Nacional
collaborated Agência Brasil

Chefe da equipe lidera programa sobre patrimônio cultural da Síria

 

O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, recebeu nesta sexta-feira, 14, a primeira visita dos integrantes da missão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Até a próxima semana, serão avaliadas ações emergenciais necessárias para resgatar peças que estão nos escombros e para resguardar o acervo que tenha sobrevivido ao incêndio de grandes proporções que tomou conta do edifício no dia 2 de setembro.

O diretor do Museu Nacional, o paleontólogo Alexander Kellner, explicou que, antes da visita ao edifício incendiado, ocorreu uma primeira reunião de orientação geral entre a missão da Unesco e a diretoria da instituição. Algumas medidas concretas já foram discutidas. “Entre outras coisas, está se pensando em cobrir parte de uma área do acervo para proteger da chuva. É uma situação que está sendo conversada. Entendam que estamos todos muito no início ainda e nós vamos estabelecendo os protocolos corretos de trabalho daqui para frente”, disse.

Programa da Síria

A chefe da missão é a italiana Cristina Menegazzi, que desde 2014 comanda o Programa de Salvaguarda de Emergência do Patrimônio Cultural Sírio, no escritório da Unesco em Beirute, no Líbano. Ela está sendo acompanhado por José Luiz Perdessoli Junior, gestor de projetos de conservação de coleções do Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauração de Bens Culturais (Iccrom), sediado em Roma, na Itália.

Falta de segurança

De acordo com Alexander Kellner, os trabalhos mais intensivos de busca do acervo sob os escombros só poderão ocorrer depois que o prédio oferecer segurança. Ele reconheceu a dificuldade de se garantir essa segurança com rapidez. Há preocupações com a estrutura e a cobertura e existem riscos de desabamento de partes do edifício. Desde terça-feira, tapumes estão sendo instalados no entorno do museu.


Kakay celebra casamento em Arraial d'Ajuda

Kakay celebra casamento em Arraial d'Ajuda
photo Cortesia

Durante os votos de felicidades aos noivos, célebre jurista homenageou a mulher, Valéria

 

A pedido dos pombinhos, o renomado advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, celebrou a união de Bibi Moura e Frederico Vilaça nesse sábado 22, em Arraial d'Ajuda, Bahia. De clima bucólico, a cerimônia contou com a presença de 300 convidados, e foi de emocionar. 

Para tornar o momento especial, Kakay imprimiu, para cada invitado, três poesias, incluindo Eros e Psique, de Fernando Pessoa. Logo no início do discurso, o jurista pediu para que todos o acompanhassem na leitura dos versos. 

Após o coro, o orador discorreu sobre o amor, a solidariedade, a paixão e a importância da individualidade em um relacionamento a dois. Também prestou homenagem a mulher, Valéria, desejando aos recém-casados a mesma felicidade que vivencia ao lado da amada. 

Abaixo, confira o discurso na íntegra. 

"É muito difícil falar sobre o amor para pessoas tão jovens. Mas eu vejo na Bibi e no Frederico um amor maduro, se é possível falar em maturidade na idade deles. Mas o amor, queridos, não tem que ter a densidade da maturidade, basta-lhe a densidade dele em si. E não estou a dizer do amor pelos pais ou, meu Deus, pelos filhos, falo do amor carnal, do desejo, da paixão, da angústia da falta, da ansiedade do toque, do cheiro... deste amor que mantém a humanidade, que reproduz, que fragiliza mas eterniza. Conheci, Bibi e Frederico, este amor maduro na Valéria e, se eu puder desejar algo a vocês dois, desejo que sejam felizes como eu sou com ela, todos os dias da minha vida. Tesão, respeito, solidariedade, paixão fazem a hipótese da vida a dois. A melhor maneira de ter uma vida de casal, talvez a única, é ser inteiro e ter uma vida própia. Nunca abrir mão dos sonhos, dos delírios e não achar que tudo tem que ser vivido a dois. A solidão faz bem. É um direito nosso. Mas, se eu não tivesse encontrado a Valéria, meus momentos de solidão seriam pesados e não intensos e felizes como são. Quero para vocês a alegria que eu tenho de compartilhar o mundo com esta mulher, de aprender todos os dias com ela. E, quando os Ericos chegarem, nesta materialização do amor indizível, quero que vocês continuem a ser um casal apaixonado, dedicado, entregues ao amor a dois. Ser feliz é uma conquista diária, as vezes árdua, mas vale a pena. E nós temos, sobre nossas vidas, o manto celeste que nos abriga e protege. É uma alegria compartilhar este momento com vocês". 

Valéria e Kakay, eternos enamorados