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Cão Veio Brasília passa a abrir aos domingos

Cão Veio Brasília passa a abrir aos domingos
collaborated Redação
photo Reprodução/ Facebook

Liderado por Henrique Fogaça e Guilherme Lavoratti, restaurante divulga alterações nos dias e horários de funcionamento

 

A partir do próximo domingo, 18, o restaurante Cão Veio vai abrir as portas também aos domingos. O horário de funcionamento da cozinha e do bar será das 12h às 16h30. O cardápio será o mesmo do almoço do sábado, que leva todos os hambúrgueres e cinco dos 12 pratos oferecidos durante a semana.

O bar manterá a oferta semanal com o cardápio de drinks, cervejas especiais e cinco tipos de chopp, entre eles os da casa, produzidos na capital pela Máfia Beer, dos tipos lager, APA e IPA.

Outra alteração envolve o horário de funcionamento das segundas-feiras: o restaurante não vai mais servir almoço. A cozinha e o bar estarão abertos para o público das 17h30 à meia noite. Não há mudanças no cardápio.

“As alterações se devem a uma demanda antiga dos clientes e ao movimento da CLS 404, uma vez que os restaurantes também abrem no almoço de domingo”, explicou o sócio e gerente do Cão Veio Brasilia, Guilherme Lavoratti.

 

Promoções

Às segundas, terças e quartas-feiras, o Cão Veio está com promoções de bebida para os clientes. A semana começa com double drink – cada segunda-feira com uma bebida diferente. A escolha é divulgada nas redes sociais do restaurante no dia.

Às terças-feiras, o chopp Paulaner é a grande estrela: a cada 3 pints (copo de aproximadamente 570 ml) de Paulaner Weisbier, o cliente ganha uma camisa da marca da cerveja; e a cada 4 pints, ganha um copo. Às quartas-feiras, ao comprar uma garrafa de espumante, a segunda sai pela metade do preço.

 

Menu de almoço aos fins de semana 

Abaixo, confira a descrição de todos os pratos servidos aos sábados e domingos no estabelecimento.

Pastor de Brie – Medalhão de filet mignon com molho de mostarda dijon e azeite de ervas, servido com risoto de arroz arborio, queijo tipo brie e aspargos;

Cão Marinho – Risoto de arroz arborio queijo tipo parmesão, camarão e lascas crocantes de alho poró;

Cão Pescador – Peixe do dia grelhado com crosta de castanha, creme de limão siciliano, mini legumes salteados e crostini de arroz com pimenta dedo de moça e queijo tipo parmesão;

Pastore Italiano – Risoto com arroz arborio, queijo tipo parmesão e mix de cogumelos shimeji, shitake e portobelo;

Costela do Cão – Costela suína marinada na cachaça e mel, assada lentamente, servida com pimenta de maracujá, farofa de milho, rúcula, tomate pêra confitado e mandioca cremosa;

Cão do Cerrado – Risoto de carne seca desfiada com óleo de gengibre e queijo coalho.

 

Serviço

Cão Veio 

Comércio Local Sul 404, loja 35 - Asa Sul 

Telefone: 3257-8455


Mariana Fonseca, a chef que manifesta seu amor em receitas

Mariana Fonseca, a chef que manifesta seu amor em receitas
collaborated Marcella Oliveira
photo Claudio Almeida

Chef dos gastro spots Myk e Kouzina, Mariana Fonseca é uma amante da Grêcia e estampa a essência simples e natural do país em suas receitas. A essência simples e natural do local está impressa em tudo que a cerca. Da décor ao lifestyle

 

Falar grego. A gente usa essa expressão quando quer dizer que não estamos entendendo algo que é dito. Não temos o mesmo alfabeto e arriscar pronunciar as palavras pode render boas risadas. Mas sabemos reconhecer sua atmosfera. Aqueles cenários de filme com casinhas brancas e detalhes em azul são peculiares. Isso, claro, sem esquecer os sabores da culinária mediterrânea. Muita ousadia trazer esse contexto para São Paulo? Não para a chef Mariana Fonseca

Mariana é brasileira de nascimento e grega de coração, como costuma dizer. Foram sete anos vivendo pelo Mediterrâneo, onde aprendeu a culinária, experimentou sabores e vivenciou a cultura. Apaixonou-se tanto por lá que é essa atmosfera grega que ela reproduz em seus restaurantes, o Myk e duas unidades do Kouzina, todos em São Paulo. Ambientes clean, com muito branco, louças e detalhes em azul. É a Grécia aqui. “Foi tudo pensado por mim. Não queria representar apenas o paladar. Meus restaurantes trazem o lifestyle grego”, explica.

A paulistana leva uma típica vida agitada da cidade cosmopolita. Com um filho de dois anos, Theodoro, acorda 6h30, faz ginástica, despacha de casa e às 10h segue se dividindo entre os restaurantes ao longo do dia. De uma cozinha para outra, de um escritório para outro. "Sou controladora e gosto de saber tudo que acontece". O fim do dia é de volta para casa para passar mais um tempo com o filho, mas durante a noite segue novamente pela saga de visitar suas cozinhas. Parece cansativo? Sim, mas ela não para. Já tem planos concretos de mais uma unidade do Kouzina e outros três novos restaurantes para 2019.

A empresária comanda uma equipe de 180 pessoas e treina outras 120 para os novos empreendimentos. “Entrevisto cada pessoa que vai trabalhar comigo, olho no olho, escuto meu feeling. Minha equipe é minha família”, diz a chef exigente, perfeccionista e metódica. 

Com uma rotina intensa, parece até ironia quando revela o que mais a atrai nos gregos. “Gosto do jeito simples que eles levam a vida. Acordar de manhã, comprar o pão na padaria mais antiga da ilha, cozinhar com produtos da horta, nadar em mar aberto sem perigo. Eles aproveitam o que foi dado: bons ingredientes, mar azul, e celebram a vida com muita festa”, diz a amante do mar e avessa à multidão. Mariana viveu em Mykonos e é onde hoje tem uma casa. “Mas amo de paixão Athenas”, completa. Você fala grego? “É meu terceiro idioma e falo com meu filho em casa, quero que ele aprenda”.

Empreendedora, criativa e inteligente, Mariana não passa despercebida. Seja pela culinária ou pela mulher alta e bonita que é. É discreta e tímida, mas abre um sorriso sincero quando é requisitada em uma mesa de clientes para receber um feedback. Ela cozinha com o coração e com simplicidade. “Mas minhas receitas favoritas são as que minha falecida mãe preparava, como a abobrinha recheada ou o bolo de carne, comida de verdade, como as que tento fazer nos meus restaurantes”, conta.

O amor de Mariana pela Grécia está em tudo que ela fala, em seus gestos, seu trabalho e na sua vida. Hoje, aos 38 anos e com uma carreira já consolidada no Brasil, conta que não se sentiu intimidada quando começou a atuar na maior cidade do País. "Meu diferencial é fazer uma cozinha que nunca foi muito explorada, sou a primeira no Brasil a difundir a culinária grega contemporânea. Agora está na moda, mas a minha paixão é, além de antiga, um estilo de vida. Eu vivo a Grécia 24 horas por dia", afirma.

Mariana é clássica na forma de levar a vida e no seu processo criativo. Usa as ferramentas que estão ao seu alcance para criar. Dos primórdios da cozinha da avó italiana até a última viagem que fez, além do aprendizado dos livros. "Não paro de ler, sempre um atrás do outro, e deixo minha criatividade reinar", confessa. Nas poucas horas livres que tem, viaja ou degusta um bom vinho. Mas é na cozinha que se sente viva. “Alimentos alimentam minha alma”, conclui a chef.

 




Myk

Inaugurado em janeiro de 2013, é no Myk que Mariana Fonseca faz sua cozinha mais autoral. “Foi a melhor maneira que achei de colocar todo meu amor pela Grécia aqui no meu País. O restaurante me transporta direto para Mykonos. O olho grego é minha marca registrada. A música alta lembra os beach clubs de Mykonos”, conta. É lá que fica seu prato preferido, o polvo grelhado.

 

Kouzina

Kouzina é uma taverna, como um boteco grego. Surgiu em junho de 2015, no Jardins. Uma grande bandeira da Grécia mostra que a comida é tradicional e farta. “Lembrando a vovó grega”, brinca Mariana. A disposição permite que os clientes vejam parte da cozinha. Na décor, latinhas de tomate originais da Grécia com pimentas plantadas pela própria chef. Este ano, inaugurou o segundo Kouzina, em Pinheiros.

 

Novos sabores

Atualmente a chef finaliza o projeto da terceira unidade do Kouzina, no Shopping Cidade Jardim. Paralelamente, ela coordena a abertura de outros três restaurantes em 2019. O Fotiá vai trazer o fogo como base das receitas, nos Jardins, e o Mediterranee intensifica a paixão pelo Mediterrâneo em receitas que vão da Grécia para França, Marrocos, Israel, Itália. “O último é o Vulcano, inspirado na região da Magna Grécia, no sul da Itália”, revela Mariana.