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Bordado afetivo: conheça a delicadeza das obras da Matizes Dumont

Bordado afetivo: conheça a delicadeza das obras da Matizes Dumont
collaborated Giulia Roriz
photo Luara Baggi

Da barra dos vestidos da infância para a vida, a Matizes Dumont encanta com a beleza do bordado

 

O bordado conta histórias. Cada ponto é uma ornamentação sobre a vida de quem borda. Ao contrário de outros artesanatos têxteis, a técnica teve desde suas origens uma função essencialmente estética e não utilitária, e por isso se tornou um campo muito atraente para a arte popular.

O trabalho, executado à mão, forma desenhos com diversos materiais, desde linha, algodão, seda, linho, ráfia, até ouro e prata, podendo ser plano ou em relevo, que por vezes o torna semelhante a uma escultura.

 

 

Presume-se que seja uma das artes aplicadas mais antigas, que deve ter surgido logo após a descoberta da agulha. Foi a partir do século VII que o interesse pelo bordado se tornou sistemático no Ocidente. Nos séculos seguintes, sua prática intensificou-se, e difundiu-se o costume de bordar cenas semelhantes a pinturas.

Com uma história totalmente atrelada à beleza do bordado, a Matizes Dumont conta, em suas coleções, sobre as nuances do Brasil. Formado por integrantes de uma família de origens mineiras, há, por trás de cada desenho, uma carga de trinta anos de dedicação às artes visuais e gráficas.

Filhos da bordadeira Antônia Zulma Diniz Dumont, Demóstenes, Angela, Marilu, Martha e Sávia fazem as obras em conjunto. “Cada um faz um pouco, desde o desenho, até a finalização, passa por todas as mãos”, conta Sávia.

 

 

A empresa surgiu com o objetivo de agregar o talento de todos os irmãos. “Matizes significa mistura de tons, e, como somos todos diferentes, creio que o nome diz muito sobre quem somos”, afirma.

 

As obras

 

Inspiradas na natureza e na diversidade cultural brasileira, os artistas criam telas delicadas que ganharam a atenção de grandes nomes como Ziraldo, Jorge Amado, Manoel de Barros e Maria Bethânea. Utilizando três vertentes, artes gráficas, plásticas e trabalho social, a marca utiliza o bordado espontâneo, com linguagem poético-visual, feito a mão e é utilizado como instrumento de transformação social e cultural.

 

 

Para a artista, o bordado afetivo feito pela empresa remete às pessoas aos sentimentos mais puros. “É um momento de reflexão, de buscar paz e harmonia através do bordado, reflexão e autoconhecimento”.

Visto como contemporânea, esta arte, nas mão dessa família, se expande e se atreve de forma lúdica e ousada, revolucionando assim a forma de fazer e a forma como o público alvo a enxerga. “Fazemos com carinho, nos representando e sem muita regra”, explica Sávia.

Passando por cinco mãos, a bordadeira brinca que não há como cobrar a perfeição, mas sim aceitar as diferenças que compõem a obra: “Não existe ponto errado, existe ponto feio”.

 

 

Segundo ela, de forma “natural e espontânea”, os quadros conquistaram galerias e grandes exposições nacionais e internacionais ao longo dos últimos trinta anos.

 




Projetos sociais

 

Visando trazer crescimento e conhecimento, a empresa é fortemente engajada em projetos de cunho social e ambiental. Oficinas de bordado são feitas nos quatro cantos do país para pessoas que buscam uma experiência que inclua o prazer e a alegria de criar. “Nós ensinamos os alunos a vivenciar aquela experiência, que vai muito além de apenas aprender a parte técnica”, frisa Sávia.

 

 

O grupo fundou em 2004 o Instituto Cultural Antônia Dumont - ICAD, em homenagem a matriarca. A organização se dedica a promover e difundir a cultura popular brasileira usando a arte como instrumento para o desenvolvimento humano de pessoas em situação de vulnerabilidade.

 

 


Hora da gramática: saiba como pronunciar o nome de grifes de luxo

Hora da gramática: saiba como pronunciar o nome de grifes de luxo
photo Reprodução

Às vezes, a nomenclatura das labels mais queridinhas do mundo da moda é um tanto complicada de falar

 

Algumas grifes são assunto garantido no papo entre amigas, porém nem sempre da forma correta. Os nomes de origem francesa, inglesa ou italiana ganharam versões abrasileiradas devido o nível de complicação da pronúncia.

Não gosta de se enrolar na hora de falar o nome da grife? Seus problemas acabaram! Abaixo confira como pronunciar certinho a nomenclatura das etiquetas mais hypadas do universo fashion

 

Alexander Wang – Alecsander Uéng

Balenciaga – Balenssiaga

Balmain – Balmá

Bottega Veneta – Botêga Vêneta

Bvlgari – Búlgari

Celine – Cêlín

Christian Louboutin – Cristian Lubutã

Comme des Garçons – Com Dê Gásson

Dolce & Gabbana – Doltchey end Gabana

Givenchy – Givonchí

Gucci – Gúti

Hermès – Erméz

Jacquemus – Jaquemus

Jean Paul Gaultier – Jon Pol Gotiê

Lanvin – Lanvã

Louis Vuitton – Lui Viton

Marchesa – Marquêsa

Moschino – Mosquino

Ralph Lauren – Ralf Loren

Tommy Hilfiger – Tomi Rilfiguer

Versace – Versatchê

Vetements – Vetmon

Yves Saint Laurent – Ivi Sã Lorrã