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Homem frágil: fascinante é traduzir amores após aprender a ler

Homem frágil: fascinante é traduzir amores após aprender a ler

Amar é um processo pedagógico. E os parceiros que a vida nos proporciona nos oferecem, cada um a seu modo, uma didática de como acessar o amor

 

Eu finalmente vejo o que não vi. E percebo o que não havia notado. E me toco de tudo o que passou longe de meus sentidos. E agora? E agora que sei o que não sabia? E agora que me dei conta de um vazio que sempre existiu, mas que estava camuflado por minha dislexia afetiva? Agora que saltei de meu analfabetismo, o que fazer com as novas, récem-adquiridas, surpreendentes, mágicas habilidades de leituras humanas?

Devorar bibliotecas inteiras como fazem os jovens nos primeiros contatos com a literatura ou concentrar o foco nos clássicos? Ler de tudo, do banal ao profundo, para entender o meu tempo e todos os tempos, ou me conter na disciplina e no ascetismo do essencial?

O homem frágil é um récem-alfabetizado. Desenha garatujas e já possui uma parca grafia, embora infantil e de pouca destreza. Mas ele tem faísca nos olhos. Porque finalmente consegue entender o que está escrito nas placas, nos logradouros, nos cartazes. Por mais que nunca tenha ido lá, por mais que nunca tenha experimentado ou sabido do que tratam aqueles produtos. Ao menos agora ele sabe que existe algo além do ouvir dizer. Existe um código que é compartilhado por todos, sempre foi, e apenas ele não sabia. E por mais que não o domine, agora ao menos sabe de sua existência.




Amar é um processo pedagógico. E os parceiros que a vida nos proporciona nos oferecem, cada um a seu modo, uma didática de como acessar o amor. Pois o homem frágil é um ser que circunstancialmente nasceu homem, mas poderia ter qualquer orientação e suas perplexidades poderiam ser compartilhadas por qualquer uma delas. É como se esse ser tivesse ficado num lugar longinquo e, durante esse longo tempo, tivesse havido tantas e tantas reformas no vernáculo e na gramática que ele já não fosse capaz de entender e de se fazer entender em sua própria língua, na linguagem do amor.

E de monoglota tivesse recuado para a condição de nao-glota. E estivesse agora aprendendo de novo todo o alfabeto, e decorando todas as novas consoantes e aprendendo a pronunciar os estranhos sons das novas vogais. E na medida em que vai articulando as sílabas da linguagem dessa nova e eterna linguagem, ele se sente capaz de novo do milagre da interação, do milagre da compreensão. E ler um simples logradouro, o que para motoristas experimentados sequer parece algo percebível, para ele tem o sabor de uma proeza, o grande assunto do dia. 

E assim segue o homem frágil, avido por compreender idiomas que nunca imaginou dominar. Nada mais fascinante que traduzir amores que jamais se imaginou entender.


Hora da gramática: saiba como pronunciar o nome de grifes de luxo

Hora da gramática: saiba como pronunciar o nome de grifes de luxo
photo Reprodução

Às vezes, a nomenclatura das labels mais queridinhas do mundo da moda é um tanto complicada de falar

 

Algumas grifes são assunto garantido no papo entre amigas, porém nem sempre da forma correta. Os nomes de origem francesa, inglesa ou italiana ganharam versões abrasileiradas devido o nível de complicação da pronúncia.

Não gosta de se enrolar na hora de falar o nome da grife? Seus problemas acabaram! Abaixo confira como pronunciar certinho a nomenclatura das etiquetas mais hypadas do universo fashion

 

Alexander Wang – Alecsander Uéng

Balenciaga – Balenssiaga

Balmain – Balmá

Bottega Veneta – Botêga Vêneta

Bvlgari – Búlgari

Celine – Cêlín

Christian Louboutin – Cristian Lubutã

Comme des Garçons – Com Dê Gásson

Dolce & Gabbana – Doltchey end Gabana

Givenchy – Givonchí

Gucci – Gúti

Hermès – Erméz

Jacquemus – Jaquemus

Jean Paul Gaultier – Jon Pol Gotiê

Lanvin – Lanvã

Louis Vuitton – Lui Viton

Marchesa – Marquêsa

Moschino – Mosquino

Ralph Lauren – Ralf Loren

Tommy Hilfiger – Tomi Rilfiguer

Versace – Versatchê

Vetements – Vetmon

Yves Saint Laurent – Ivi Sã Lorrã