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Para entender a traição é preciso entender o amor

Para entender a traição é preciso entender o amor
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A mais cruel de todas as verdades é que a traição faz parte do amor
 

Hoje eu quero tocar numa ferida aberta e lancinante, que só de passar a brisa mais amena faz sofrer a alma dos mais intrépidos amantes. Mas eu não quero menosprezar a dor daqueles que já sentiram essa fisgada que provoca a câimbra mais aguda no músculo pulsante. Não, eu quero apenas confortar um pouco os sofredores - e eu já fui um deles - para que sofram menos. Para isso, é preciso entender melhor não somente a nossa dor, mas aqueles que a provocam. A mais cruel de todas as verdades é que a traição faz parte do amor. E para entendê-la precisamos antes entender o amor - o amor em sua altitude e em sua latitude.

Quem já foi traído sempre guardou o sabor amargo de sentir o golpe desferido do fronte menos esperado, a invasão perpetrada pelo exército aliado e mais forte. Mas, ao mesmo tempo, pare para pensar: quantos já não traíram e não sentiram nem sentem um único fiapo de arrependimento? E quantos mais já não foram traidores e já traíram e sentem tudo e nada ao mesmo tempo, incoerentemente? Carregam mágoas insuperáveis e remorsos inexistentes? Pois não há aberração em nada disso. Há seres humanos, imperfeitos, contraditórios. Em uma palavra: nós. E há também amor, uma força inexplicável, um território sem lei, mas que nos governa, às vezes com tirania.

Todos os que sofrem, sofreram ou sofrerem por amor merecem sempre o ombro e as mais lindas poesias e o mais lindo amanhecer e a mais bela possibilidade de recomeçar, de amar de novo, de superar todos os traumas. Mas não é sendo impiedoso com a traição que se poderá amar melhor. Porque alguns traem apenas porque é o jeito desses de amar. Amam assim não contra quem amam. Amam assim porque essa é natureza do seu amor. E todos temos a nossa natureza. Outros traem porque o amor que vivem já não vive neles e eles querem desesperadamente viver. Não são assassinos. São sobreviventes. E estão buscando a vida e não matar alguém. O amor é tão generoso e o que o homem frágil sugere é que sejamos generosos até mesmo com as dores mais pungentes. Pois são dores do amor. E o amor é perdão, ao menos o amor que foi vivido a ponto de ser olhado nos olhos e visto no fundo da alma.




A traição tem sabor doce ou amargo. Depende de como se lhe prove. O homem frágil já degustou ambos os paladares, em receitas antagônicas preparadas por esse chef excêntrico chamado destino. Pois de tudo que vi acho que a traição não é uma violência. Não no sentido de um coração ferir com a adaga o coração do outro. Já feri e fui ferido. O homem frágil fala com a mão e o peito sujos de sangue, de quem cravou o punhal e já foi varado pela peixeira.

Ninguém trai contra ninguém, mas a seu próprio favor. A traição começa traindo o traidor, que não consegue evitar aquele passo em falso que se dá no primeiro degrau de uma longa escada e que leva a outros e, por fim, a todos e enfim ao tombo derradeiro no instante final. Ele perde o controle de si. A traição é um impulso que expele um amor em direção a outro e essa força cega não quer ferir, quer apenas amar. E não se ama contra ninguém, mas a favor de alguém. E a favor de si. Por isso, o ato fere o traído, mas não foi essa sua intenção.

Somente quem provou esse sabor em seus gostos antagônicos pode entender sua composição na plenitude. E perdoar. Não, não o perdão sagrado dos beatos, mas o profano dos pecadores. Porque nada mais humano do que amar. E trair muitas e muitas vezes é um gesto de amor. Um passo corajoso de uma alma que se lança do solo seguro de um amor exaurido e se joga num voo sem redes de proteção em busca de um coração que volte a bater com a força de todos os riscos. Há beleza e coragem nesse gesto. E onde há beleza, coragem e amor não pode haver revolta.

Dói, mas é preciso entender não o outro, mas a natureza do amor. E o amor é essa busca que às vezes estraçalha catedrais para produzir milagres. E o que são catedrais perto de milagres? Meras construções. Bem-aventurados sejam aqueles que jamais experimentaram essa iguaria que o amor às vezes pode servir a contragosto. Nada melhor do que amar e ser amado. Mas o amor é amor porque é um vento suave que, de repente, se transforma em tempestade. Mas as tempestades também passam. E a natureza se renova. Assim também como o amor.


Hora da gramática: saiba como pronunciar o nome de grifes de luxo

Hora da gramática: saiba como pronunciar o nome de grifes de luxo
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Às vezes, a nomenclatura das labels mais queridinhas do mundo da moda é um tanto complicada de falar

 

Algumas grifes são assunto garantido no papo entre amigas, porém nem sempre da forma correta. Os nomes de origem francesa, inglesa ou italiana ganharam versões abrasileiradas devido o nível de complicação da pronúncia.

Não gosta de se enrolar na hora de falar o nome da grife? Seus problemas acabaram! Abaixo confira como pronunciar certinho a nomenclatura das etiquetas mais hypadas do universo fashion

 

Alexander Wang – Alecsander Uéng

Balenciaga – Balenssiaga

Balmain – Balmá

Bottega Veneta – Botêga Vêneta

Bvlgari – Búlgari

Celine – Cêlín

Christian Louboutin – Cristian Lubutã

Comme des Garçons – Com Dê Gásson

Dolce & Gabbana – Doltchey end Gabana

Givenchy – Givonchí

Gucci – Gúti

Hermès – Erméz

Jacquemus – Jaquemus

Jean Paul Gaultier – Jon Pol Gotiê

Lanvin – Lanvã

Louis Vuitton – Lui Viton

Marchesa – Marquêsa

Moschino – Mosquino

Ralph Lauren – Ralf Loren

Tommy Hilfiger – Tomi Rilfiguer

Versace – Versatchê

Vetements – Vetmon

Yves Saint Laurent – Ivi Sã Lorrã