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A interrogação é o símbolo do homem frágil

A interrogação é o símbolo do homem frágil

Este é o homem frágil: seu lema é uma pergunta e seu símbolo é uma frequente interrogação



Será que só o amor abrasivo é o que vale, é somente os que incineram os que contam? Não pode haver amores que não derretem, mas acaloram, aquecem, espantam o frio? É morno o amor que não dissolve, não liquefaz, não alcança pontos de fusão? Por mais bem estar que provoquem? O amor é sincronia ou sincronia é um eufemismo do tédio?

Este é o homem frágil: seu lema é uma pergunta e seu símbolo é uma frequente interrogação. Talvez sim. Ela tenta reiventar sua forma de amar como modo de se reiventar diante de um mundo que descobriu reinventado.

Essa é a sua fragilidade: tudo mudou e como mudar? O que mudar? Para que? Como não? O homem frágil não tem exclamações como o macho alfa um dia já teve, nem as reticências dos canalhas. Ele carrega as interrogações. Esse é o seu brasão.

Não costumo misturar aqui, nesta ilha do homem frágil, outras dimensões da persona do autor. Mas somos todos arquipélagos. Somos compostos por inúmeras ilhas, pontos de terra isolados, mas que formam um todo. E hoje vou cometer um pequena heresia. Vou misturar as coisas. Ou melhor, vou expor um pouco mais essa mistura que compõe uma ideia que chamam de eu. O homem frágil não eh só sentimentos. É também um cidadão, profissional, provedor. E seu torrencial maremoto de interrogações desaba em todos os seus solos.

Já houve um tempo em que eu soube tudo. Soube tanto sobre tudo e tudo sobre tantas coisas e tudo sobre todas as pessoas que me lembro de uma tarde em que, na mansão em que morava, me perdia numa das poucas dúvidas que ainda me restavam, na verdade a única: qual música executar no meu velório?

Já tinha vivido tudo, feito tudo, alcançado tudo, sabido tudo e pensava que meu obituário era apenas questão de uma linha a mais, no máximo.

Eis que a Polícia Federal entra na minha casa, sou investigado durante 30 meses, escrevo um livro de memórias, perco clientes, o casamento de duas décadas desmorona, passo vergonhas impensáveis, mudo para um quarto de hotel de pouco mais de 20 metros onde ainda moro e alcanço novamente a plenitude de ignorância: hoje finalmente eu não sei.

Eu não sei o que me espera. Eu não sei como lidar com o mundo de costumes a que fui lançado pela minha solteirice involuntária. Eu não sei como se passou tanta coisa. E nada me deixa mais feliz hoje que não ser a máquina de certezas que um dia já fui. Pois é muito mais difícil e requer muita senioridade chegar defronte a um cliente, um cliente poderoso, alguém que está lhe pagando os tubos, e que lhe pergunta algo “cabuloso” e você é capaz de simplesmente formular a única resposta honesta e verdadeira: não sei!

O exercício do poder coloca muitos desafios semelhantes diante daqueles que habitam essa faixa social, sejam os tomadores de decisão, sejam os provedores de aconselhamento.

Nesse universo difuso que habitei até atingir o ápice de minha carreira profissional, compartilho através de meu exemplo pessoal uma das contingências colocadas para quem entra nesse jogo: uma claustrofóbica sensação existencial de que vive-se em permanente estado de confinamento. Confinamento de atos, de possibilidades, de vivências, de reações. Como o poder é um jogo, o condicionamento mental é que só se pode jogar dentro de regras. E isso de alguma forma se espraia para a vida e, quando vemos, aquilo que é um jogo se torna uma armadilha existencial.




Não falo aqui que todos estão propensos a se tornarem prisioneiros de pensamentos pré-determinados por uma lógica dominadora e invisível da atmosfera do poder. E muito menos digo que esse estado de prontidão mental, essa sinapse aguda de quem está permanentemente conectado com um certo modo de encarar a realidade, como já estive, é algo deplorável ou ruim. Pelo contrário! Isso é como um atleta de altíssima performance que está tão no estado sublime de suas potencialidades que todo seu corpo e mente parecem conectados para um único fim.

O que quero compartilhar, como um velho guerreiro que já enfrentou a artilharia desse terreno acidentado, é o que algumas marcas que ficaram do campo de batalha podem servir para os atuais e futuros combatentes. O fato é que a ignorância é como a meditação: é não pensar em nada, é não saber de nada. É entender que a correnteza é mais forte do que a força do mais forte condutor do mais poderoso timão. Então, às vezes, é preciso se deixar levar. Não saber. Reduzir a ansiedade de antever cenários, antecipar perspectivas. Porque o poder é um jogo, mas a vida é um acaso.

E eu que pensei que não tinha mais linhas no obituário para acrescentar talvez estivesse certo, mas de lá pra cá foram milhares e milhares de linhas novas que nasceram na alvorada de emoções. Tristezas, surpresas, renovações, júbilos, mortes e renascimentos, perplexidades e descobertas, confirmações e afastamentos, aproximações irresistíveis e distanciamentos inexoráveis.

Tenho urgências e desesperos e pulsões que me incitam para o próximo segundo, para o próximo minuto, para a hora seguinte. O amanhã é uma incerteza. O amanhã é um não sei que deliciosamente me acorda todas as manhãs. Pois hoje eu não penso mais numa música para o meu velório. Nao tenho tempo para isso. E se me perguntarem, sinceramente, não sei. Não sei. Não sei.

Como terminar este artigo? Assim: ?


Novo amor: Brad Pitt está namorando Charlize Theron, diz jornal

Novo amor: Brad Pitt está namorando Charlize Theron, diz jornal
photo Reprodução

O affair teria começado no Natal

 

Casal perfeito? De acordo com o jornal inglês The Sun, Brad Pitt está namorando a atriz e ex-modelo sul-africana Charlize Theron. O periódico afirma que o relacionamento teve start no Natal, quando os pombinhos foram apresentados por Sean Penn, ex-marido da loira. 

“Eles estão se vendo casualmente há quase um mês. Eles eram amigos há um tempo, ironicamente apresentados por Sean Penn, e as coisas evoluíram”, declarou uma fonte ao jornal.

Se os boatos forem verdadeiros, esse é o primeiro relacionamento público de Pitt desde que ele se divorciou de Angelina Jolie, em setembro de 2016. Pitt e Jolie têm seis herdeiros juntos. Já Charlize tem dois filhos adotados.

Rixa

Angelina e Theron, inclusive, têm uma rixa de longa data. Segundo a imprensa, as duas atrizes não se suportam por questões profissionais. A história que rola solta em Hollywood é de que elas disputam os mesmos papéis há anos. 

Em 2017, por exemplo, Angelina teria sido convidada para fazer A Noiva de Frankenstein e Charlize ficou como a segunda opção, protagonizando o filme caso a morena declina-se. Nos bastidores dos estúdios, o burburinho era de que a ex de Brad Pitt não tinha interesse no longa, mas enrolou o máximo que pôde para dar sua resposta. Isso só para irritar Theron, que aguardava ansiosamente para saber se iria ou não ser chamada.

“O festival de ódio entre essas duas começou há muito tempo e não vai parar”, informou uma fonte ao site Radar. “É como se os diretores quisessem jogar uma contra a outra, balançando um roteiro para as duas e deixando-as a brigar por ele.” Bafão!