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Estabelecimentos que cobram preços diferentes para homens e mulheres pode ser multado

Estabelecimentos que cobram preços diferentes para homens e mulheres pode ser multado
collaborated Redação

Cobrar preços diferentes para homens e mulheres é ilegal e estabelecimentos que não ajustarem preços poderão ser multados

“Homem, R$ 100. Mulher, R$ 80”. Essa é uma clássica tabela de divulgações de preços de festas por todo o Brasil. Compreendendo a utilização da mulher como uma estratégia de marketing, a polêmica de cobrança de preços diferentes para homens e mulheres em festas e casas noturnas tem sido pauta nos últimos dias. Na semana passada, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, divulgou uma orientação técnica em que veta essa cobrança diferenciada.

A determinação vale para boates, bares e restaurantes e casas noturnas. Segundo o secretário nacional do Consumidor, Arthur Rollo, haverá inspenção para garantir o cumprimento da prática, e, de acordo com nota do ministério, esses locais terão um mês para se adequarem à determinação. "A partir desse período, o consumidor poderá exigir o mesmo valor cobrado às mulheres, caso ainda haja diferenciação", diz o comunicado. Se a casa recusar a aceitar valor, o consumidor poderá acionar órgãos de defesa para fiscalização e autuação do local.

"O preço da nossa entrada em festas não é mais barato por acaso, isso é visível. Assim como as doses duplas para mulheres a noite toda também não é para nos beneficiar. Na minha cabeça, não há nada que justifique essa diferença de preço a não ser a figura da mulher como mais uma atração da festa", opina a estudante de Letras da Universidade de Brasília, Júlia Paz.

A produtora de eventos de Brasília, R2 Produções, responsável por grandes projetos de entretenimento da Capital, como o Na Praia, esclarece que a cobrança diferenciada foi adotada pela empresa por ser uma prática recorrente no País, porém, mesmo com o costume, a adoção está sendo revista, observando a necessidade de discuti-la, inclusive junto ao público. A empresa reforça que a discussão corrobora com um grande pacote de mudanças que está sendo realizado, que inclui maior atenção à meia-entrada e aplicação de meia-entrada solidária, mediante doação de 1 kg de alimento (...) Sobre a nota técnica publicada pelo Ministério da Justiça no dia 3 de julho, a empresa afirma que está estudando o documento para se adequar às normas estabelecidas", informou a assessoria de imprensa.

Já a Influenza Produções, outra forte produtora da cidade, afirma que nunca cobrou preços diferentes de ingressos para homens e mulheres nos eventos que assinou. “Sempre abraçamos a igualdade de gênero e diversidade, entre outros pontos que consideramos importantes. Porém, ao mesmo tempo, nunca usamos isso como um tipo de bandeira a nosso favor, é algo natural”, conta o produtor Pedro Batista. Eventos em que a Influenza entrou como sócia ou parceira, Pedro esclarece que tal cobrança foi aplicada para seguir o modelo aplicado do determinado evento.

Em nota oficial, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) também se manifestou sobre a polêmica. “A prática legal do livre comércio não pode sofrer censura, nem interferências em razão de posturas ideológicas ou de gênero, exceto se ferir direitos individuais ou sociais. O Estado deve evitar interferências ou regulação de práticas comerciais legítimas como descontos ou promoções, que recaem somente no setor de entretenimento”, diz o comunicado. Eles também questionam se também não seria discriminação cobrar mais barato de estudantes, idosos, jovens de baixa renda e outras categorias.

A Associação ainda defende que a discussão do benefício não pode ser de gênero e que descontos e promoções são um direito do empreendedor: “Nesse caso, o beneficiário tem o direito de escolher se aceita, se adere ou não a proposta. Nenhuma das partes precisa de tutela do Estado para determinar o que oferecer e o que aceitar. Nesse cenário, não tem ninguém incapaz. Dentro dessa lógica, no Dia das Mães ou dos Pais, não poderá haver promoções de qualquer tipo, por estar discriminando. E o que dizer do Dia dos Namorados? E também do Dia Internacional da Mulher? O que precisa prevalecer é que, descontos e promoções são estratégias comerciais e um direito do setor privado como ferramenta de vendas", finaliza o presidente da ABRAPE, Carlos Alberto Xaulim.


Hora da gramática: saiba como pronunciar o nome de grifes de luxo

Hora da gramática: saiba como pronunciar o nome de grifes de luxo
photo Reprodução

Às vezes, a nomenclatura das labels mais queridinhas do mundo da moda é um tanto complicada de falar

 

Algumas grifes são assunto garantido no papo entre amigas, porém nem sempre da forma correta. Os nomes de origem francesa, inglesa ou italiana ganharam versões abrasileiradas devido o nível de complicação da pronúncia.

Não gosta de se enrolar na hora de falar o nome da grife? Seus problemas acabaram! Abaixo confira como pronunciar certinho a nomenclatura das etiquetas mais hypadas do universo fashion

 

Alexander Wang – Alecsander Uéng

Balenciaga – Balenssiaga

Balmain – Balmá

Bottega Veneta – Botêga Vêneta

Bvlgari – Búlgari

Celine – Cêlín

Christian Louboutin – Cristian Lubutã

Comme des Garçons – Com Dê Gásson

Dolce & Gabbana – Doltchey end Gabana

Givenchy – Givonchí

Gucci – Gúti

Hermès – Erméz

Jacquemus – Jaquemus

Jean Paul Gaultier – Jon Pol Gotiê

Lanvin – Lanvã

Louis Vuitton – Lui Viton

Marchesa – Marquêsa

Moschino – Mosquino

Ralph Lauren – Ralf Loren

Tommy Hilfiger – Tomi Rilfiguer

Versace – Versatchê

Vetements – Vetmon

Yves Saint Laurent – Ivi Sã Lorrã